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FRTB : Revisão da Carteira de Negociação e Impactos das Novas Regras de RWA

Data de início
09/11/2026
Horários
19 às 22h
Data(s)
09, 10, 11, 12 e 13 de novembro
Modalidade
Transmissão ao Vivo

Investimento

Associados R$ 1.060,00
Não associados R$ 2.057,00
Forma(s) de pagamento disponíveis
Boleto Bancário
Cartão de Crédito
em 10x Sem Juros
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Objetivo

Capacitar profissionais do mercado financeiro a compreender e aplicar o Fundamental Review of the Trading Book (FRTB), do arcabouço de Basileia à sua recepção no Brasil: delimitar a fronteira entre carteira de negociação e bancária, calcular o requerimento de capital pela abordagem padronizada (método de sensibilidades — SbM, DRC e RRAO), compreender a lógica dos modelos internos (IMA) e situar o cronograma, os dados e os impactos de capital da regulação brasileira .

Carga Horária

15 horas

Conteúdo Programático

Contexto, panorama regulatório e fronteira entre carteira de negociação e bancária

  • Lições da crise de 2007–2009 e as limitações de Basileia 2.5.
  • Objetivos do FRTB e mudanças de paradigma: Expected Shortfall vs. VaR; horizontes de liquidez; fronteira mais rígida; fatores não modeláveis (NMRF).
  • Arquitetura do arcabouço (padronizada e modelos internos) e o mapa dos capítulos MAR do Basel Framework.
  • Linha do tempo internacional: BCBS d457 (2019), União Europeia (jan/2027), Estados Unidos e Reino Unido.
  • Brasil: Resolução CMN 5.207 e Resolução BCB 470/2025 (RWASENS), vigência em 1º/jan/2027.
  • Fronteira entre carteiras: definições, presunções, reclassificação e mesas de negociação (Res. BCB 200/2022).

Abordagem Padronizada I: estrutura e sensibilidades (delta, vega e curvatura)

  • Estrutura da abordagem padronizada: método de sensibilidades (SbM) + DRC + RRAO.
  • As sete classes de risco: GIRR, spread de crédito (não securitizado, securitizado e carteira de correlação), ações, mercadorias e câmbio.
  • Delta: buckets, ponderadores de risco e agregação intra e inter-bucket.
  • Vega e curvatura: risco de volatilidade e risco não linear (gamma).
  • Introdução às correlações e à agregação, como preparação para os três cenários.

 Abordagem Padronizada II: cenários, oficina de cálculo, DRC e RRAO

  • Três cenários de correlação (baixa, média e alta); requerimento igual ao maior dos três.
  • Oficina guiada em planilha: cálculo do SbM de uma carteira simples.
  • Default Risk Charge (DRC): escopo, jump-to-default, buckets e compensação long/short — no Brasil, parcela RWADRC (Res. BCB 313/2023).
  • Residual Risk Add-On (RRAO): payoffs exóticos e riscos residuais; integração das três parcelas.
  • Mapeamento do RWASENS (Brasil) frente ao padrão MAR; apuração diária.

Modelos Internos (IMA), formação do RWA e impacto de capital

  • IMA (FRTB): Expected Shortfall (ES 97,5%), horizontes de liquidez, NMRF; teste de atribuição de P&L (PLA) e backtesting.
  • Modelo interno no Brasil: preparação para o IMA do FRTB (Fase 4); o VaR/VaR estressado (Circular 3.644/2013), modelo interno admitido hoje.
  • Formação do RWA por parcelas (Res. CMN 4.557 e 4.958): crédito, mercado (RWASENS + RWADRC), CVA (RWACVA) e operacional.
  • Relação RWA → requerimento mínimo de capital → Patrimônio de Referência; impacto de capital e direcionadores.

Implementação no Brasil, dados, governança e caso integrador

  • RWASENS em detalhe: componentes, escopo por segmento e apuração diária; interação com o RWA total e o Patrimônio de Referência.
  • Dados, sistemas e qualidade; integração entre tesouraria, risco e contabilidade.
  • Governança, três linhas de defesa e validação independente (Res. CMN 4.557; Res. BCB 200/2022).
  • Estudo de caso integrador: banco S2 fictício apura o RWASENS e planeja o roadmap até jan/2027.
  • Gap analysis de adequação por área.

Metodologia

  • Exposição dialogada e apoio de slides, apostila, e exemplos numéricos resolvidos passo a passo em planilha, exercícios ao final de cada bloco com gabarito e estudo de caso integrador no módulo final.
  • Participante deve ter no mínimo 75% de frequência no curso, considerando apenas a permanência integral nas aulas para estar elegível ao recebimento do certificado.
  • O participante receberá as orientações de emissão do certificado por e‑mail em até 5 dias úteis após o curso.

Instrutores

Ênio Bonafé: Engenheiro Civil, Economista e Contador. Bacharel, Mestre e Doutor pela FEA/USP e Pós-doutor em Controladoria & Finanças na Universidade de Firenze-Itália. Foi executivo do mercado financeiro, com mais de 30 anos de experiência profissional. Foi diretor setorial de Gestão de Riscos da Febraban, membro de vários comitês e comissões de administração de riscos no mercado, entre eles CIP e BM&F. Integrou o Experts Advisory Panel do IASB-International Accounting Standards Board, grupo encarregado de assessorar o Board da entidade na revisão da norma internacional de contabilidade para instrumentos financeiros. É professor na área de finanças, tendo lecionado disciplinas de gestão de riscos, derivativos, finanças corporativas, contabilidade, econometria e estatística, na EAESP-FGV, EESP-FGV, FEA-USP, Mackenzie, Fipe, Fipecafi, Fia, B3 Educacional e ABBC. Tem executado trabalhos como consultor em instrumentos financeiros, gestão de riscos, derivativos, hedge accounting, tesouraria, securitização de recebíveis, otimização de processos, custos, gestão de ativos e avaliação de empresas.

Público alvo

Profissionais de risco de mercado, tesouraria, produtos, controladoria, compliance, auditoria interna e validação de modelos, além de consultores e reguladores. Nível intermediário: pressupõe familiaridade com produtos financeiros, com os cálculos conduzidos de forma guiada.

Pré-requisitos

Conhecimento básico de instrumentos financeiros (renda fixa, derivativos, câmbio e ações); noções de risco de mercado (VaR, sensibilidades/gregas) desejáveis; matemática financeira e estatística em nível introdutório.