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Mesmo com espaço para corte, a Selic deve ser mantida

•Embora o Comitê de Política Monetária (Copom) deva anunciar, nessa semana, a manutenção da taxa Selic em 15,00% a.a., o ganho de confiança na trajetória de desinflação associado à manutenção da taxa real de juros ex-ante em patamar fortemente contracionista e o alongamento do horizonte relevante para a política monetária para o 3T27 dão espaço para que se pudesse fazer uma pequena redução de -0,25 p.p..

•O Boletim Focus projeta o início do afrouxamento monetário para mar/26, com um corte de -0,50 p.p.. No mercado de opções do Copom da B3, as apostas para a movimentação da Selic nesta data exibem um certo equilíbrio, com as chances de uma redução de -0,50 p.p. avançando de 32,5% em 15/01 para 34,5% em 22/01, a de um corte de -0,25 p.p. aumentando de 32,5% para 37,5% e a de manutenção diminuindo de 29,0% para 23,0%.

•O Monitor do PIB-FGV reafirmou a surpresa positiva com a atividade ao indicar um crescimento de 1,1% na margem em novembro, na série com ajuste sazonal, impulsionado pela indústria, serviços e os investimentos. Todavia, prossegue a trajetória gradual de desaceleração da atividade, com a expansão acumulada em 12 meses (12m) saindo de 2,3% a.a. em out/25 para 2,2% a.a..

•Paralelamente, a arrecadação federal atingiu o recorde de R$ 2,89 trilhões em 2025 (+3,65% a.a. em termos reais), sustentada pela atividade econômica e pela implementação de medidas tributárias, com destaque para o IOF.

•Do lado da confiança, em janeiro, o consumo das famílias seguiu em melhora gradual, apoiado pelo crédito, enquanto a confiança industrial permaneceu indicando pessimismo, apesar de uma leve melhora nas expectativas.

•O ambiente externo segue marcado pela resiliência da atividade nos EUA e a persistência da inflação acima da meta, reforçando as apostas pela manutenção das Fed Funds nos próximos meses, com uma provável redução apenas em jun/26.

•Na agenda da semana, o Banco Central (BC) informou que o déficit nas transações correntes atingiu US$ 68,8 bilhões (3,0% do PIB) em 2025, sendo amplamente financiado pelos Investimentos Diretos no País (IDP) de US$ 77,7 bilhões (3,4% do PIB).

•Além das decisões de política monetária, estão no radar os números do IPCA-15, IGP-M, mercado de trabalho (Pnad e Caged), estatísticas fiscais e sondagens de confiança. No front internacional, destaque para os pedidos de bens duráveis, confiança do consumidor e inflação ao produtor nos EUA, além do PIB e a confiança do consumidor na Zona do Euro e o PMI manufatura e serviços na China.

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