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Tensões intensificadas

As negociações internacionais sobre as tarifas comerciais não apresentaram avanços positivos. Com vigência a partir de 1º de agosto, os EUA anunciaram a imposição de tarifas de 30% sobre as importações oriundas do México e da União Europeia, após já ter adotado medidas semelhantes contra Japão, Coreia do Sul, Canadá e Brasil.

No front interno, a intensificação das tensões teve impacto na precificação dos ativos domésticos. Como consequência, o real depreciou-se em 0,36% na semana, com o dólar cotado a R$ 5,58, o Ibovespa cedeu -2,06% e a curva a termo de juros ganhou inclinação.

Reiterando o cenário mais benigno para a inflação, o avanço do IGP-10 reduziu-se de 5,62% a.a. em jun/25 para 3,42% a.a. em julho. Pela 8ª semana consecutiva no Boletim Focus, houve recuo na projeção do IPCA para 2025, de 5,17% em 11/07 para 5,10% em 18/07. Adicionalmente, a inflação em 12 meses (12m) à frente diminuiu de 4,65% para 4,49%, adentrando-se no intervalo da meta. Igualmente, a projeção para 2026, horizonte relevante para a política monetária diminuiu de 4,50% para 4,45%.

Combinando-se a expressiva queda na inflação esperada para os próximos 12m com a elevação dos prêmios na curva de juros, a taxa real de juros ex-ante de 1 ano ficou em 9,88% a.a., elevando-se em 0,18 p.p. na semana. Com uma queda de apenas -0,05 p.p. no acumulado do ano, o indicador permaneceu em patamar fortemente contracionista quanto comparado com a taxa neutra de 5,0% a.a. calculada pelo Banco Central (BC) e as estimativas do mercado.

Ainda que o cenário contemple uma taxa de juros em terreno fortemente restritivo e um aumento das incertezas com relação à evolução do comércio externo, o Monitor do PIB da FGV exibiu uma alta da atividade econômica em maio. Após um recuo de -0,6% em abr/25, o indicador avançou 0,3% no mês. Com a expansão acumulada em 12m acelerando de 3,1% a.a. para 3,4% a.a…

Para esta semana, as atenções estarão voltadas para a divulgação do IPCA-15 de julho, que deverá ratificar o cenário mais favorável para a inflação, principalmente para os preços dos alimentos consumidos no domicílio. No período, ainda, será publicado o Relatório de Avaliação das Receitas e Despesas do 3º bimestre de 2025, que atualiza as projeções com a aprovação parcial do decreto do IOF pelo STF. No front externo, o destaque ficará para o PMI manufatura e serviços dos EUA, pedidos de bens duráveis, vendas de novas casas e de moradias existentes, além do PMI manufatura e serviços, confiança do consumidor e a reunião de política monetária na Zona do Euro.

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