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Redução pontual na aversão ao risco

Apesar dos indicadores de inflação divulgados nos EUA não alterarem de forma significativa o sentimento em relação à evolução da política monetária do Federal Reserve (Fed), houve uma leitura das medidas de núcleo que propiciou a redução na aversão ao risco. Entretanto, com a atividade robusta e o mercado de trabalho resistente, há limites para o prosseguimento da flexibilização na taxa básica de juros. Assim, em 17/01, o monitoramento da ferramenta FedWatch apontava 97,9% de probabilidade de manutenção da Fed Funds no patamar atual de 4,25% a.a. a 4,50% na reunião de janeiro e de 72,4% em março. Com este cenário, houve queda nas taxas de juros, na cotação do dólar no mercado de câmbio internacional e a recuperação nos indicadores das bolsas de valores.

Domesticamente, apesar de se reduzir em -0,20 p.p., para 9,38% a.a., a taxa real ex-ante de juros permanece em patamar fortemente contracionista. Porém, mesmo com a expectativa da desaceleração da atividade econômica e de uma trajetória mais apertada para a evolução da taxa Selic no Boletim Focus, persiste o aumento na desancoragem das expectativas. No horizonte relevante para a política monetária, a projeção para o IPCA acumulado em 12 meses ao final do 2T26 saiu de 4,41% para 4,46% em 17/01, evidenciando o tamanho do esforço que será necessário para a convergência da inflação à meta contínua de 3,0%.

Os indicadores de atividade mostraram sinais de perda de dinamismo, indicando em termos prospectivos a desaceleração da atividade. A variação trimestral do índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) desacelerou de uma alta de 1,00% em out/24 para 0,89% em novembro. De forma positiva, o governo reduziu para R$ -4,5 bilhões o déficit primário em novembro. O empoçamento de recursos na ordem de R$ 20,0 bilhões deverá permitir que o governo registre um déficit primário de cerca de 0,1% do PIB, cumprindo dessa forma os limites impostos pelo arcabouço fiscal.

Na semana que se adentra, as atenções se voltam para as diretrizes da política econômica do novo mandato presidencial dos EUA e para o Fórum Econômico Mundial, em Davos. Na agenda de indicadores, destaques para os PMIs manufatura e serviços e nos indicadores de confiança do consumidor, nos EUA e Zona do Euro. Aqui, foco no resultado do IPCA-15, estatísticas do setor externo e na reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

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