• A semana acrescentou um ingrediente adicional à volatilidade produzida pelas idas e vindas nas tensões da geopolítica internacional, mais especificamente a surpresa com os dados no mercado de trabalho nos EUA em um contexto de pressão inflacionária. Como consequência, reprecificou-se a evolução da política monetária que trouxe desdobramentos importantes no mercado de ativos, com destaque ao dólar e, por consequência, na aversão ao risco.
• Com a projeção no Focus do IPCA em 2026 avançando seguidamente, as expectativas inflacionárias de prazos mais longos acomodaram-se em patamar que supera a meta. Refletindo a deterioração no balanço de riscos, a pesquisa reduziu o orçamento de cortes para apenas 4 reduções na Selic de -0,25 p.p. em 2026, fechando o ano em 13,50% a.a.. No mercado de derivativos, a probabilidade da queda de -0,25 p.p. na reunião da próxima semana recuou de 82,0% para 53,0%. Por fim, com a reprecificação no mercado futuro de juros, a taxa real de juros ex-ante superou o nível de 10,0% a.a..
• Impulsionada basicamente pela indústria extrativa, a produção industrial acelerou a alta interanual de 0,4% a.a. para 0,7% a.a.. Beneficiado pela melhora nos termos de troca e a desaceleração da economia, o superávit comercial em 2026 aumentou 34,2% ante igual período de 2025.
• Na agenda, destaques para o IPCA, a pesquisa de serviços e o IGP-DI que poderão contribuir no comportamento da curva de juros. Da mesma forma, os dados de inflação ao consumidor e ao produtor dos EUA e a reunião do BCE impactarão o apetite ao risco.


