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Incerteza e volatilidade persistem

Os sinais contraditórios emitidos pelas autoridades dos EUA sobre a política econômica e os receios com a manutenção da independência do Federal Reserve (Fed) impactaram negativamente o desempenho do dólar. Em sentido contrário, elevou-se o apetite aos ativos de risco dos demais países. Este movimento beneficiou-se, ainda, do avanço maior do que o esperado do PIB da China no 1T25.

Como consequência, entre 11/04 e 17/04, os principais índices acionários dos EUA acumularam fortes quedas, com baixas de: -2,66% no Dow Jones; -2,62% na Nasdaq; e de -1,50% na S&P500. No período, o índice DXY recuou -0,87%, para 99,23 pts., atingindo o menor nível desde mar/22. Embora tenham subido em 21/04, o rendimento do T-Bond de 10 anos reduziu-se no intervalo em -0,14 p.p., para 4,34% a.a..

Em período prévio à entrada em vigor das novas tarifas alfandegárias, houve aceleração nas compras nos EUA, as vendas no varejo cresceram 1,4% na margem em março. Por outro lado, a produção industrial recuou -0,3% no período. Impulsionada por estímulos governamentais, a expansão do PIB da China surpreendeu, avançou 5,4% no 1T25 em relação ao mesmo trimestre de 2024. Ao mesmo tempo, as vendas no varejo chinês aumentaram 5,9% a.a. em março, enquanto a produção industrial expandiu-se 7,7% a.a..

Apesar da incerteza do impacto dos conflitos tarifários na evolução dos preços e da atividade econômica, a continuidade do processo de convergência à meta de 2,0% abriu espaço para o afrouxamento monetário pelo Banco Central Europeu (BCE).

Os ativos domésticos apresentaram ganhos no intervalo compreendido entre 11/04 e 17/04, sustentados pela recuperação da cotação do petróleo. Com um desempenho melhor do que a média de seus pares emergentes, o real apreciou-se em 1,03%, com o dólar encerrando cotado a R$ 5,81. O Ibovespa subiu 1,54%, enquanto na renda fixa, a curva de juros perdeu inclinação.

Dentre os indicadores, a série dessazonalizada do Monitor mensal do PIB da FGV mostrou acomodação em fevereiro, mostrando um quadro de menor dinamismo do que o reportado pelo índice IBC-Br, calculado pelo Banco Central (BC), que apontou alta de 0,44% no mês. O resultado refletiu um conjunto de fatores como a compensação do crescimento da indústria e dos investimentos pelas retrações no consumo, na agropecuária e nas exportações e a estabilidade no setor de serviços. Beneficiando-se do recuo nos preços das principais commodities e da energia, o IGP-10 de abril apresentou uma queda de -0,22%, mas ainda acumulando uma alta de 8,71% a.a.. Já as incertezas no cenário mantiveram o processo de queda do índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF), alcançando 101,6 pts., ainda na zona que indica satisfação (acima de 100 pts.).

Ainda na semana, o governo federal divulgou o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2026, que fixa a meta de resultado primário fiscal em +0,25% do PIB, com um limite de tolerância de 0,25 p.p. para mais ou para menos. Ademais, confirmou as metas previstas para 2027 e 2028, de +0,5% e +1,0% do PIB, respectivamente, além de trazer a previsão da meta de 2029, fixada em +1,25% do PIB.

Na agenda de indicadores, destaques para as divulgações do IPCA-15 de abril e as sondagens de confiança da FGV. Nos EUA, atenções a prévia do índice PMI manufatura e serviços, Livro Bege do Fed, indicadores imobiliários e confiança do consumidor. Na Europa, também saem os números de PMI manufatura e serviços e a confiança do consumidor.

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