Os sinais de moderação da atividade, refletidos nos números mais fracos do que os esperados da indústria e do mercado de trabalho, reforçaram as expectativas de um corte residual na Selic em agosto.
No mercado de opções da B3, a possiblidade de uma redução de -0,25 p.p. na Selic ampliou-se de 57,4% em 26/06 para 70,0% em 30/06. Com menor pressão sobre os juros de curto prazo, a taxa real de juros ex-ante de 1 ano recuou -0,05 p.p. na semana, para 9,60% a.a., mantendo-se, contudo, em nível bastante restritivo.
Em maio, o déficit primário somou R$ -56,1 bilhões, em linha com o cenário de deterioração gradual das contas públicas, com a dívida bruta alcançando 81,1% do PIB.
Os sinais mais claros de alguma perda de dinamismo no mercado de trabalho dos EUA, embora ainda resiliente, combinado à normalização dos preços do petróleo, favoreceram uma semana mais positiva para os ativos de riscos. Na Ferramenta FedWatch, a probabilidade de alta dos Fed Funds em set/26 recuou de 46,9% em 26/06 para 46,1% em 02/07. Para dez/26, contudo, a chance de até uma elevação de 0,25 p.p. avançou de 41,8% para 42,1%.
Na semana, o principal destaque será a divulgação do IPCA de junho, que deve mostrar alguma descompressão nos preços dos alimentos e dos combustíveis na margem. Todavia, não alterando o cenário de cautela, com a perspectiva de que o índice encerre o ano acima de 5,0%. No front externo, as atenções se voltam para a ata do Fed.


