•A semana foi marcada pela volatilidade nos mercados, reagindo aos indicadores de atividade, incertezas sobre a evolução da política monetária e instabilidade geopolítica.
•Este cenário levou que o dólar apreciasse frente às moedas de países desenvolvidos, alta nas taxas de juros dos rendimentos dos Treasuries e na cotação do ouro, além de perdas nos principais índices acionários norte-americanos. Apesar da queda de -0,10% na semana, o real apreciou-se +2,26% no ano.
•Os recentes relatórios do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI) apontaram que, mesmo diante das tensões no comércio internacional e das incertezas relativas às políticas econômicas, a economia global mostra uma resiliência maior do que a esperada.
•Mesmo com aceleração no índice mensal, a deflação anualizada no IGP-10 elevou-se de -0,76% a.a. em dez/25 para -0,99% a.a. em janeiro (+ 6,73% a.a. em jan/25). Já no Boletim Focus, a estimativa de inflação no IPCA para 2026 reduziu-se de 4,05% em 09/01 para 4,02% em 16/01 (4,06% há 4 semanas).
•Os números positivos do IBC-Br e das vendas no varejo, em novembro, reforçaram a leitura de uma atividade resistente ao choque de juros, chancelando as apostas de manutenção da Selic na reunião de política monetária da próxima semana.
•Porém, prevalece o cenário de desaceleração gradual, com a expansão do IBC-Br reduzindo-se de 2,59% a.a. em out/25 para 2,39% a.a. em nov/25 (3,76% a.a. em dez/24). Em linha, observou-se uma desaceleração do crescimento da produção e das vendas de veículos em 2025. Na pesquisa de sentimento da CNC, o percentual de consumidores que se consideram endividados apresentou uma queda de -0,3 p.p. na margem, para 78,9% em dezembro (+2,3 p.p. acima de dez/24).
•Com o aumento dos prêmios de risco, a taxa de juros ex-ante mantém-se em terreno fortemente contracionista, com uma alta semanal de 0,03 p.p., para 9,37% a.a., bem acima da taxa neutra de 5,0% a.a. estimada pelo Banco Central (BC).
•O Boletim Focus projeta o início da flexibilização monetária para mar/26, com um corte de -0,50 p.p.. Todavia, no mercado de opções do Copom na B3, as probabilidades de movimentação do indicador nesta data estão bem equilibradas, com a possibilidade de manutenção passando de 29,5% em 09/01 para 29,0% em 15/01, a de um corte de -0,25 p.p. recuando de 33,0% para 32,5% e a de uma redução de -0,50 p.p. aumentando de 30,0% para 32,5%.
•Na agenda da semana, destaques para o Monitor do PIB-FGV e arrecadação federal. No exterior, além dos desdobramentos geopolíticos, atenção aos dados do PIB, renda e gastos pessoais, PCE, confiança do consumidor e PMI manufatura e serviços dos EUA. Na Zona do Euro, também saem o PMI e a inflação ao consumidor (CPI).


