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Juros restritivos permitem ajustes residuais na Selic

Ainda que a inflação corrente e as expectativas mantenham-se  distantes da meta, a política monetária encontra-se em patamar fortemente contracionista, com a taxa real de juros ex-ante de 1 ano mantendo-se acima de 10,0% a.a.. Esse posicionamento permitiria 2 cortes residuais consecutivos de -0,25 p.p. na Selic, que se manteria estável em 14,00% a.a. até que o cenário possibilite a retomada do processo de recalibragem.

No Focus, as projeções para o IPCA e a Selic avançaram novamente, passando a indicar uma taxa básica de juros de 13,75% a.a. ao final de 2026. Pressionado pelos preços dos alimentos e itens monitorados, o IPCA de maio cresceu 0,58%, com a taxa anualizada elevando-se de 4,39% a.a. em abr/26 para 4,72% a.a., superando o teto da meta de 4,50% a.a.. Em linha, o IGP-DI elevou-se de 0,78% a.a. para 2,53% a.a..

Reforçando a leitura de reaceleração da atividade no início de 2026, o setor de serviços cresceu 1,2% em abril, mostrando acomodação no crescimento de +2,9% a.a. no acumulado em 12m. A caderneta de poupança continua menos atrativa frente a outros ativos de renda fixa, acumulando saques de R$ -39,1 bilhões no ano.

Na agenda doméstica da semana, o foco estará na decisão do Copom e nos indicadores de atividade (varejo, IBC-Br e Monitor do PIB), enquanto no cenário externo, as atenções se concentram na reunião do Fed e nos desdobramentos do acordo entre EUA e Irã.

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