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Ativos problemáticos, Perda Esperada e Provisionamento – Comentários ao Relatório de Estabilidade Financeira

• A materialização de risco na carteira PJ, medida pelos ativos problemáticos, permaneceu relativamente estável após a alta no primeiro semestre. O BC visualiza pressões no curto prazo, diante de menor apetite ao risco e maior seletividade no crédito corporativo.
• Embora sigam em queda, os níveis da probabilidade de default permanecem elevados. Ainda que as taxas de juros encontrem-se em patamar restritivo, as empresas não estão afetadas de forma relevante em suas capacidades de pagamentos. Contudo, o cenário recomenda critérios rigorosos e prudentes na concessão de crédito, sobretudo para as de menor porte.
• Mesmo desconsiderando-se os efeitos da implementação da Resolução CMN 4.966/2021, houve em 2025 aumento nos ativos problemáticos nas linhas para PF, impactando negativamente o apetite ao risco das IFs. A elevação das estimativas de probabilidade de default sinaliza que a trajetória de alta deve persistir para a maioria das modalidades.
• O aumento do risco na carteira de crédito, refletido nos níveis de ativos problemáticos, probabilidade de default e perda dado o default (LGD) no segmento PF —, resultou na elevação das perdas esperadas no sistema. Em resposta, as IFs expandiram as provisões constituídas para suportar esse maior volume de perdas potenciais, o que permitiu manter o nível de cobertura estável e adequado.

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