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Reprecificação nos prêmios de risco

Como desdobramento da eclosão do conflito no Oriente Médio, aguarda-se para esta semana uma profunda deterioração na aversão ao risco e, consequentemente, na reprecificação dos ativos financeiros internacionais.

Na semana passada, o dólar voltou a perder força no mercado global de câmbio e houve aumento nos preços das treasuries, com os rendimentos diminuindo de 4,08% a.a. para 3,97% a.a. no título de 10 anos.

Com um desempenho acima da média de seus pares emergentes, o real se apreciou em 0,96% na semana (2,62% no mês), com o dólar cotado a R$ 5,13 – o menor patamar desde 21/05/24 (R$ 5,12).

A cotação do ouro acumulou uma elevação de 3,36% na semana (+7,86% no mês) e o barril de petróleo tipo Brent subiu 1,00% (+2,53% no mês) para US$ 72,48. O fechamento do estreito de Ormuz, produziu fortes altas nas cotações do ouro e do barril de petróleo na abertura desta segunda-feira.

A ferramenta FedWatch seguiu indicando um corte de -0,25 p.p. nos Fed Funds para a reunião de julho (44,6% em 27/02), devendo acumular 2 reduções de -0,25 p.p. no ano para encerrar entre 3,00% a.a. em 3,25% a.a..

No ambiente interno, a bolsa abriu a segunda-feira (02/03) em queda, estabilizando-se depois ligeiramente abaixo do fechamento de sexta-feira. Da mesma forma, o real iniciou a sessão em depreciação, com alguma recuperação.

Mesmo com o IPCA-15 de fevereiro acima do consenso, com a maior pressão advinda do grupo de transporte, está consolidado o entendimento de um corte de -0,50 p.p. na taxa Selic na reunião de março, com o mercado de opções do Copom na B3 atribuindo 83,0% de chance em 26/02.

Em janeiro, o setor público registrou um superávit primário de R$ 103,69 bilhões, mas no acumulado em 12 meses (12m) aumentou seu déficit para R$ 55,43 bilhões (0,43% do PIB).

As contas externas apresentaram uma leve melhora, com o déficit em conta corrente acumulado em 12m recuando para US$ -67,55 bilhões (2,92% do PIB), sendo amplamente financiado pelo IDP acumulado em 12m (US$ 79,14 bilhões).

Para esta semana, destaque para a divulgação do PIB no 4T25, que deve confirmar a desaceleração no ritmo de crescimento, os dados do mercado de trabalho, setor de veículos, o IGP-Di e a balança comercial. No front externo, ressaltam-se o PIB, inflação ao consumidor e as vendas no varejo na Zona do Euro, os PMIs manufatura e serviços na China, EUA e Zona do Euro, e o Payroll e o livro Bege nos EUA.

  • Comportamento_semanal_de_mercado_20260227.pdf
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