•O cenário para a inflação continuou melhorando, mas os preços de serviços ainda preocupam. O IPCA-15 desacelerou de 4,50% a.a. em nov/25 para 4,41% a.a. em dezembro (4,71% a.a. em 2024), ficando abaixo do teto da meta de 4,50%.
•Corroborando a postura de cautela do Banco Central (BC) em manter a Selic em patamar restritivo por período prolongado, a inflação dos serviços ampliou-se de 5,96% a.a. para 6,02% a.a. Em patamar elevado, os preços dos serviços subjacentes passaram de 6,24% a.a. para 6,04% a.a..
•Em um sinal de alívio, o IGP-M fechou 2025 com uma deflação de -1,05% (6,54% em 2024), refletindo a melhora das safras e a limitação de repasse de custos em meio à desaceleração da atividade global. Nas expectativas do Boletim Focus, a inflação para 2026 recuou de 4,06% para 4,05%, mantendo-se em 3,84% para o horizonte relevante para a política monetária (2T27).
•A arrecadação federal cresceu 3,75% a.a., em termos reais, somando R$ 226,75 bilhões em novembro. Contudo, persiste a tendência de desaceleração, com a expansão da taxa acumulada em 12 meses (12m) reduzindo-se de 4,18% a.a. em out/25 para 3,66% a.a.. Para o ano, o governo deverá alcançar a meta do resultado primário ajudado pelas receitas extraordinárias provenientes de dividendos e do leilão de contratos de petróleo.
•No mercado financeiro, apesar da redução na liquidez e do ambiente repleto de incertezas para 2026, a semana fechou com uma melhora no apetite ao risco, com ganhos nos mercados acionários, enfraquecimento do dólar e queda nos juros futuros.
•Por outro lado, o real apresentou um desempenho inferior aos seus pares emergentes, com estabilidade na semana, com o dólar fechando cotado a R$ 5,54 (+10,26% no ano), em meio ao fluxo cambial negativo.
•O PIB dos EUA surpreendeu positivamente no 3T25, mas apesar do bom desempenho, há sinais de desaceleração na economia, tais como a queda nas vendas no varejo e a deterioração da confiança do consumidor. Pela ferramenta FedWatch, a probabilidade de que a taxa dos Fed Funds permaneça entre 3,50% a.a. e 3,75% a.a. na reunião de janeiro elevou-se de 77,9% em 19/12 para 82,3% em 26/12, com a expectativa majoritária se concentrando em uma redução total de 50 bps. ao longo de 2026.
•Na agenda da semana, destaques para os indicadores de emprego (Caged e Pnad) e as estatísticas fiscais. No exterior, atenções à ata da última reunião do Federal Reserve e as sondagens PMI na China, Zona do Euro e nos EUA.


