Skip to content

Selic: crescem as apostas de queda em janeiro

Como reflexo da taxa de juros em terreno fortemente contracionista na atividade e da apreciação do real, observa-se uma melhora na evolução de alguns indicadores qualitativos que constituem o balanço de risco para inflação. Todavia, algumas métricas ainda exigem atenção, principalmente os indicadores relativos ao grupo de serviços.

Ajudada pela desinflação nos preços dos alimentos e bens industrializados, a taxa anualizada do IPCA-15 desacelerou significativamente de 4,94% a.a. em out/25 para 4,50% a.a., alcançando o teto da meta perseguida pelo Banco Central (BC). Em consonância, a do IGP-M reduziu-se de 0,92% a.a. para -0,11% a.a.. No Boletim Focus, a projeção da inflação em 2026 retrocedeu de 4,18% para 4,17% (4,20% há 4 semanas).

O Caged registrou a criação líquida de 85,2 mil postos em outubro, com uma redução de -35,3% ante out/24 e de -15,3% no acumulado do ano ante igual período de 2024. Contrastando com os números negativos do Caged, a taxa de desocupação na Pnad ficou em 5,4% no trimestre encerrado em outubro, com uma redução de -0,7 p.p. frente ao de out/24, alcançando o menor nível da série histórica.

Com a leitura mais favorável do balanço de riscos da inflação e acompanhando o movimento nas treasuries, o mercado futuro de juros sinalizou um aumento nas apostas de que a flexibilização monetária seja iniciada em janeiro. Nas opções do Copom da B3, a probabilidade de manutenção da taxa Selic em 15,0% na reunião de janeiro recuou de 38,5% em 21/11 para 33,0% em 27/11 (53,0% em 31/10).

A despeito da melhora no saldo das transações correntes, os números das contas externas ainda exigem cautela, principalmente se tomado em conta o ambiente global de maior incerteza e a necessidade de financiamento. O déficit em transações correntes caiu para US$ -5,12 bilhões em outubro, acumulando um saldo de US$ -76,73 bilhões em 12 meses (12m), o equivalente a -3,48% do PIB.

Com alguns sinais de resiliência no mercado de trabalho dos EUA e de moderação na atividade econômica, crescem as perspectivas de que o Federal Reserve (Fed) seguirá com um corte na taxa de juros. No monitoramento da FedWatch, a probabilidade de uma redução de -0,25 p.p. na Fed Funds em dezembro elevou-se de 71,0% em 21/11 para 86,4% em 28/11 (63,0% em 31/10).

Na agenda da semana, destaque para a divulgação do PIB do 3T25, que deve mostrar sinais de arrefecimento, além da produção industrial, balança comercial, IGP-DI e venda de veículos. No cenário internacional, enfoque no deflator de gastos com consumo (PCE) dos EUA, na confiança do consumidor de Michigan e no PMI para as principais economias (EUA, Zona do Euro e China). Na Zona do Euro, atenções ainda na inflação ao consumidor, vendas no varejo e PIB do 3T25.

Sim 0
não 0

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *