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Lenta desaceleração

Diante dos impulsos positivos do mercado de trabalho e do crédito, a atividade continuou mantendo um bom dinamismo, com o PIB crescendo 2,9% em relação ao 1T24 e reiterando os sinais de que a desaceleração será mais lenta do que se esperava. Ainda sem se dimensionar o efetivo impacto da majoração da alíquota de IOF nas operações de crédito, a projeção para a expansão do PIB, no Boletim Focus, reduziu-se de 2,14% em 23/05 para 2,13% em 30/05 (2,00% há 4 semanas).

Corroborando a robustez da economia, os números do mercado de trabalho continuaram apontando no início do 2T25 para um mercado aquecido, com crescimento da ocupação formal e dos salários, favorecendo a leitura de que o consumo das famílias deverá permanecer avançando.

O IPCA-15 de maio surpreendeu positivamente, ficando em 0,36%, mostrando uma melhora na composição qualitativa e diminuindo a alta anual de 5,49% a.a. em abr/25 para 5,40% a.a.. Ainda que o cenário permaneça desafiador, o Boletim Focus mostrou na semana uma redução do IPCA esperado para 2025 de 5,50% para 5,46%. Para 2026, manteve-se pela 3ª leitura consecutiva no teto da meta de 4,50%. Com quedas recorrentes, a inflação suavizada para os próximos 12 meses (12m) diminuiu de 4,86% para 4,81% (4,97% há 4 semanas).

No cenário internacional, a mensagem do Federal Reserve (Fed) manteve a cautela com a condução futura da política monetária. A convergência da inflação pelo índice de gastos com consumo (PCE) e a melhora no sentimento dos consumidores não alteraram a aposta majoritária de que a taxa básica dos Fed Funds recue em apenas -0,50 p.p. em 2025, para a faixa entre 3,75% e 4,00% a.a., com a flexibilização iniciando-se somente em setembro.

Para a semana que se adentra, as atenções voltam-se aos números da produção industrial, balança comercial, emplacamento e produção de veículos e o IGP-DI. No front externo, destaque para o PMI manufatura e serviços dos EUA, Zona do Euro e China. Enfoque ainda para o livro bege do Fed, os dados do mercado de trabalho e crédito ao consumidor nos EUA, além do PIB, vendas no varejo e inflação ao consumidor na Europa.

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