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Forte reprecificação dos prêmios de risco

•Frustrando as expectativas quanto a evolução desejada para a política econômica, o resultado da eleição presidencial produziu uma abrupta reprecificação nos prêmios de riscos implícitos nas negociações dos ativos financeiros. A magnitude do movimento provocou o acionamento do mecanismo de circuit breaker nas bolsas.

•Ante o fechamento de 23/10, o dólar avançou 8,5%, cotado a R$ 5,40, o Ibovespa recuou -13,9%, aos 176,6 mil pts. e a taxa do DI para 1 ano subiu 1,78 p.p. para 14,76% a.a.. Com a forte alta no mercado futuro de juros, levando o Tesouro Nacional a cancelar os leilões de títulos indexados à inflação (NTN-Bs) e prefixados (LTNs e NTN-Fs) previstos para a semana. Para garantir o bom funcionamento de mercado, o Tesouro anunciou uma operação extraordinária de recompra de até 15 milhões de títulos prefixados.

•A projeção de 2 cortes de -0,25 p.p. na Selic ainda em 2026 se manteve no Boletim Focus, com a taxa devendo encerrar o ano em 13,25% a.a.. Para o final de 2027 recuou de 12,00% a.a. para 11,75% a.a. e de 10,50% a.a. para 10,00% a.a. para 2028. No que se refere à taxa do dólar diminuiu de R$ 5,13 para R$ 5,05 em 2026, de R$ 5,22 para R$ 5,15 em 2027 e de R$ 5,29 para R$ 5,20 em 2028. Entretanto, com a definição do cenário eleitoral, esses números devem ser ajustados no próximo boletim.

•Na semana, as atenções se voltam para os dados da Pnad, Caged, fiscal, IGP-M e sondagens FGV. Lá fora, além das decisões de política monetária do Fed e BCE, que deverão manter suas taxas de juros, destaques para o PCE, renda e gastos pessoais, PIB e confiança do consumidor dos EUA, além do PIB e confiança do consumidor na Zona do Euro.

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