O aumento do PIB no 2T26 mostrou uma perda de dinamismo da demanda doméstica, principalmente nos componentes mais sensíveis aos efeitos da política monetária restritiva prolongada, em um quadro de alto nível de endividamento das famílias e empresas.
O crescimento do consumo das famílias recuou de 1,2% a.a. no 1T26 para 0,9% a.a. (+3,5% a.a. no 2T25) e os investimentos passaram de uma expansão de 0,4% a.a. para retração de -0,2% a.a. (+8,1% a.a. no 2T25).
Reforçando os sinais de desaceleração na atividade, a produção industrial acumulada em 12m desacelerou de 0,7% a.a. em jun/26 para 0,6% a.a. em julho, deixando um carregamento estatístico de 0,7% para 2026.
O Focus reduziu de 5,01% para 5,00% o IPCA projetado para esse ano. No entanto, a pressão sobre os preços no atacado com a alta das commodities agrícolas, associada aos receios com os possíveis impactos do El Niño sobre a próxima safra, colocam pressão nas expectativas de prazo mais longo.
Para a semana, espera-se que o IPCA de agosto registre deflação, favorecido pela queda nos preços da energia elétrica, alimentos e combustíveis. Vale também monitorar a moderação nos indicadores do segmento de serviços. No exterior, atenção aos dados de inflação ao consumidor e ao produtor nos EUA e à reunião de política monetária na Zona do Euro.


