Mantendo uma postura cautelosa, a ata do Copom reconheceu a moderação da atividade e algum alívio inflacionário, mas em um ambiente de expectativas desancoradas, o que demanda maior restrição e por tempo mais prolongado. Com dados qualitativos positivos e a inflação retornando ao teto da meta, manteve-se a expectativa de um corte residual de -0,25 p.p. na Selic em setembro, com essa possibilidade avançando de 73,0% para 77,1%. O IPCA desacelerou de 4,64% a.a. em jun/26 para 4,44% a.a..
O movimento mais importante da semana adveio do impacto da revisão das recomendações para ativos brasileiros na alocação de recursos, que levou a uma forte depreciação do real, um aumento da inclinação da curva de juros e recuo do Ibovespa. Contudo, a alta no risco soberano foi mais tímida, com o prêmio do CDS de 5 anos avançando em 2,1 bps., para 125,1 bps..
Os indicadores de serviços e do varejo divulgados não alteraram a percepção de acomodação da atividade. O índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) mostrou uma desaceleração no crescimento de +1,2% no 1T26 para +0,2% no 2T26. Para 2026, o carrego estatístico é de 1,33% a.a. (+2,38% a.a. em 2025).
Novos sinais de arrefecimento da inflação nos EUA fortaleceram as apostas para a manutenção da taxa dos Fed Funds. Com uma agenda mais enxuta, destaques para as divulgações do Monitor do PIB e IGP-10. No exterior, enfoque na ata do Fed, produção industrial e PMI manufatura e serviços dos EUA, além de inflação ao consumidor na Zona do Euro.


