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IPCA fortalece expectativa de corte na Selic

Abaixo das expectativas e com uma composição mais favorável, o IPCA avançou 0,16% em junho (+0,32% pelo Boletim Focus), reforçando a visão de uma inflação corrente mais comportada no curto prazo. A taxa anualizada desacelerou de 4,72% a.a. em maio para 4,64% a.a.. Ainda assim, o ambiente permanece desafiador diante da expectativa de ocorrência do fenômeno climático El Niño no 2º semestre, além da retomada das tensões no Oriente Médio.

A projeção para o IPCA para 2026 no Boletim Focus recuou significativamente na semana, de 5,30% para 5,16%, enquanto as expectativas para os horizontes mais longos mantiveram-se em patamar que supera a meta. Reforçando o cenário de menor pressão, em junho, o IGP-DI caiu -0,79% e o índice de commodities recuou -2,21%.

No mercado de derivativos, a probabilidade de uma redução de -0,25 p.p. na Selic em agosto aumentou de 72,0% em 03/07 para 78,0% em 09/07. Com a reprecificação da curva de juros, a taxa real de juros ex-ante de 1 ano cedeu -0,24 p.p. na semana, embora continue em nível fortemente contracionista (9,36% a.a.).

O setor automobilístico manteve bom desempenho, sustentado pelo avanço das vendas e pela continuidade da recuperação da produção.

Na semana, os dados de atividade do setor de serviços, do varejo e do IBC-Br poderão consolidar o cenário de desaceleração no 2T26. No exterior, o foco estará nos indicadores de inflação ao consumidor dos EUA, vendas no varejo, produção industrial e Livro Bege do Fed.

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