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Teto para juros pode reduzir oferta de crédito consignado privado

Em entrevista à CNN Money, o CEO da ABBC, Leandro Vilain, destacou que o aumento da inadimplência e os desafios operacionais explicam a alta das taxas e defendeu que a redução do risco, e não o tabelamento dos juros, é o caminho para ampliar o acesso ao crédito.

A imposição de um teto para as taxas de juros do crédito consignado privado pode reduzir a oferta de crédito aos trabalhadores, segundo avaliação do CEO da ABBC, Leandro Vilain, em entrevista concedida à CNN Money em 31 de julho. Para ele, a precificação das operações deve refletir o nível de risco da carteira, e medidas de tabelamento tendem a comprometer a concessão de novos empréstimos.

Durante a entrevista, Vilain explicou que, após um início de forte expansão da modalidade, a elevação da inadimplência muito acima do esperado surpreendeu as instituições financeiras e levou a uma redução do volume de desembolsos desde março. Segundo ele, o consignado privado continua sendo uma alternativa vantajosa para os trabalhadores, por oferecer taxas inferiores às praticadas em linhas sem garantia e vê a modalidade com enorme potencial.

Vilain também destacou que a principal prioridade é solucionar entraves operacionais do produto, como questões relacionadas ao vínculo empregatício e ao compartilhamento de informações. Na avaliação da ABBC, o aprimoramento desses processos permitirá reduzir a inadimplência, ampliar a concorrência e, consequentemente, diminuir as taxas de juros de forma sustentável, sem necessidade de intervenção administrativa.

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