Com as recentes surpresas positivas na inflação corrente, houve no Boletim Focus um recuo de 0,01 p.p. para 5,01% na projeção do IPCA em 2026. Apesar dos números do Caged abaixo do esperado e a queda no rendimento real na PNAD indicarem sinais de moderação, o mercado de trabalho segue aquecido. Porém, está disseminando a leitura de desaceleração, com a projeção da expansão do PIB recuando de 1,95% para 1,92% neste ano (1,99% há 4 semanas).
A sinalização do presidente do Fed de que a economia dos EUA está próxima do pleno emprego e que a inflação permanece distante da meta elevou a probabilidade de uma alta em setembro de 0,25 p.p. na taxa básica de juros de 36,1% para 57,0%. Contudo, o otimismo com uma possível resolução do conflito no Oriente Médio mitigou esse impacto, reduzindo os rendimentos das treasuries.
A combinação desses fatores mencionados produziu uma queda nos prêmios na curva de juros de curto prazo, que agregada à elevação na inflação esperada para os próximos 12m, reduziu a taxa real de juros ex-ante de 1 ano em -0,24 p.p. para 8,76% a.a., ainda em patamar fortemente contracionista.
Para esta semana, a divulgação do PIB no 2T26 pode dar a temperatura da evolução da atividade local. No mercado externo, o destaque focará para nos dados do mercado de trabalho e do Livro Bege nos EUA e na inflação na Zona do Euro.


