O otimismo com os desdobramentos do cenário eleitoral produziu uma redução significativa nos prêmios, com o índice Ibovespa subindo 8,82% na semana e o risco soberano brasileiro recuando -21,95 bps. O real apreciou-se em 4,32%, com o dólar encerrando o período cotado a R$ 4,99 e a taxa real de juros ex-ante registrando uma forte queda de -0,62 p.p. para 7,90% a.a..
Em meio ao otimismo, o IPCA de setembro veio consideravelmente acima das expectativas, avançando de 4,22% a.a. para 4,58% a.a., rompendo o limite superior da meta. Da mesma forma, subindo 1,50% no mês, o IGP-DI ratificou a pressão de curto prazo nos preços das commodities agrícolas, alimentos e energia.
Diante da surpresa e da piora nas medidas qualitativas, a projeção para o IPCA para 2026 no Focus ajustou-se de 5,01% para 5,22%. Nos horizontes mais longos, contudo, houve acomodação. Alinhado ao mercado de opções digitais, o Focus passou a contemplar 2 reduções de -0,25 p.p. até o final do ano, com a taxa básica de juros ao final de 2026 reduzindo-se de 13,50% a.a. para em 13,25% a.a..
Na semana, atenções aos números de serviços, comércio e o IBC-Br de agosto. No front externo, nos EUA, destaques para a produção industrial, vendas no varejo, CPI e PPI, e o Livro Bege do Fed, além de CPI e a produção industrial na Zona do Euro e a balança comercial chinesa.


