•A ausência de sinais do Banco Central (BC) combinada com os desafios na convergência da inflação à meta de 3,0%, manifestados na pressão nos preços dos serviços, consolidou as apostas de manutenção da taxa Selic em 15,00% a.a. na reunião de janeiro.
•De acordo com o Boletim Focus, o início da flexibilização seria iniciado em março, com um corte de -0,50 p.p., com o indicador encerrando o ano em 12,25% a.a.. Sem contabilizar o IPCA de dezembro, a probabilidade de manutenção da taxa em jan/26, no mercado de opções do Copom na B3, era de 70,0% em 08/01.
•Nesse contexto, a taxa real ex-ante de 1 ano subiu 0,01 p.p. na semana para 9,34% a.a., consideravelmente acima da taxa neutra estimada pelo BC de 5,00% a.a.. No período, houve uma redução de -0,56 bps. no prêmio do CDS brasileiro de 5 anos, uma apreciação de 1,09% no real – acima da média de seus pares emergentes e o Ibovespa subiu 1,76%.
•O processo de desinflação tem se mantido, com a variação anualizada do IPCA reduzindo-se de 4,46% a.a. em nov/25 para 4,26% a.a. em dezembro (4,83% a.a. em dez/24), ficando abaixo do teto da meta.
•Também de forma positiva, o IGP-DI registrou uma deflação de -1,20% em 2025, alavancado pelo recuo de -3,61% no Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), e o Índice de Commodities do BC (IC-Br) exibiu uma queda de -9,49% em 2025.
•Apesar do superávit comercial ter ficado abaixo do observado no ano anterior, por causa de um crescimento mais intenso das importações em relação às exportações, o descompasso na evolução anual tem se reduzido consistentemente.
•Os dados do Payroll nos EUA consolidaram as apostas de manutenção dos Fed Funds em janeiro, assim como promoveram a reprecificação para a taxa ao final do ano, com uma provável queda apenas em jun/26.
•Para esta semana, destaques para as pesquisas mensais de comércio e serviços, os dados do setor de veículos, o IBC-Br e o IGP-10. No âmbito externo, foco na inflação ao consumidor e ao produtor nos EUA, assim como para a produção industrial e as vendas no varejo, e para a produção industrial na Zona do Euro. Na China, saem os números da balança comercial.


