Com a lenta convergência da inflação à meta e receios acerca da trajetória fiscal nos EUA, os yields dos títulos públicos de longo prazo renovaram as máximas durante a semana.
No maior patamar desde 2000, o retorno do T-Note de 10 anos fechou a semana em 5,28% a.a. (+1,1 p.p. no ano) e o T-bond de 30 anos superou a marca de 5,60% a.a. (+0,8 p.p. no ano). Como resposta, o dólar avançou no mercado de câmbio internacional.
Os dados do índice de gastos com consumo (PCE) e do relatório payroll mais fracos do que os esperados reduziram significativamente as chances de alta nos Fed Funds em out/26. Todavia, para dez/26, a probabilidade de aumento de 0,25 p.p. segue majoritária.
Corroborando o cenário de desaquecimento, a queda trimestral da produção industrial aprofundou-se de -1,3% em jul/26 para -2,0%, deixando um carregamento estatístico de -1,7% para o 3T26. Por outro lado, o mercado de trabalho segue aquecido, com a manutenção da taxa de desocupação e recuperação dos rendimentos.
Na agenda da semana, atenção para o IPCA de setembro após a aceleração da prévia, com o índice pressionado pelo fim do Bônus de Itaipu nas contas de luz e pela alta dos alimentos, além do IGP-DI e balança comercial. No front externo, atenção à ata do Fed, confiança do consumidor e PMI serviços nos EUA, além de vendas no varejo e PPI na Zona do Euro.


