Em agosto de 2025, a Comissão de Auditoria da ABBC recebeu Erich Schumann, CEO da Global Atlantic Partners, para apresentar aos associados como a inteligência artificial (IA) pode transformar a atuação da auditoria interna em instituições financeiras.
Automação e análise avançada
Schumann destacou que a IA já faz parte do cotidiano das organizações. Tecnologias como machine learning e processamento de linguagem natural (PLN) aceleram tarefas rotineiras, analisam grandes volumes de dados e identificam padrões ou anomalias que dificilmente seriam detectados manualmente.
Esse avanço libera os auditores para atuar de forma mais estratégica, antecipando problemas e agregando valor às decisões corporativas.
Projeto AURA: monitoramento contínuo
Um dos destaques foi o projeto AURA, plataforma criada para potencializar a detecção de riscos e a confiabilidade das análises.
O sistema combina algoritmos de machine learning e PLN para monitorar operações, cruzar dados e identificar padrões suspeitos em tempo quase real.
Os benefícios incluem automatização de testes de conformidade e maior confiabilidade nos relatórios.
Governança e ética continuam essenciais
Apesar dos ganhos, Schumann alertou para a necessidade de atenção à governança de dados, transparência dos modelos e cumprimento das normas regulatórias.
O julgamento humano permanece indispensável para validar análises e garantir alinhamento às diretrizes éticas.
O que dizem os estudos sobre IA na auditoria
Pesquisas recentes reforçam essa visão:
- Grant Thornton (2023): IA permite monitoramento contínuo e análise cruzada de grandes bases de dados, antecipando fraudes. Leia mais
- PwC (2024): Modelos preditivos ajudam a detectar riscos e falhas de conformidade antes que causem impactos. Leia mais
- IIA Brasil (2024): Robôs revisam contratos e documentos com rapidez, garantindo aderência às normas. Leia mais


