•Reforçando a necessidade de cautela diante da incerteza acerca da magnitude e perenidade do choque de preços de energia, os principais bancos centrais mantiveram as taxas de juros.
•O Copom reduziu a Selic em -0,25 p.p. para 14,50% a.a., reconhecendo que os impactos do choque nos preços do petróleo já se refletem na inflação corrente e nas medidas subjacentes. Como novidade, estendeu o horizonte relevante para a política monetária para o 4T27, com a projeção de inflação de 3,5%, bem acima da meta de 3,0%.
•Com pressões dos combustíveis e alimentos, o IPCA-15 cresceu 0,89% em abril, interrompendo a trajetória de desinflação. Em linha, o IGP-M saiu de uma deflação de -1,83% a.a. em mar/26 para +0,61% a.a. em abril.
•As projeções para o IPCA continuaram em elevação no Boletim Focus, saindo de 4,86% em 24/04 para 4,89% em 30/04 para 2026 e de 3,88% para 3,92% para o 4T27.
•O mercado de trabalho mostrou sinais de moderação, mas com aumento contínuo dos salários. Apesar do crescimento da arrecadação federal, observou-se uma piora, com o déficit primário acumulado em 12 meses (12m) ampliando-se de 0,41% em fev/26 para 1,06% do PIB.
•Na semana, destaque para ata do Copom, dados da produção industrial, balança comercial, IGP-DI e veículos. No exterior, enfoque no mercado de trabalho dos EUA, que deve mostrar acomodação.


