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ICC e Spread – Comentários ao Relatório de Estabilidade Financeira

Após as reduções em 2024, o Índice de Custo do Crédito (ICC) e o spread voltaram a subir em 2025, impulsionados pelo aumento do custo de captação, em linha com a política monetária mais restritiva, e pela maior inadimplência, refletindo a deterioração da qualidade das carteiras.

O custo de captação permaneceu como o principal componente do ICC, enquanto a inadimplência seguiu como o principal determinante do spread.

No período, o avanço da inadimplência foi mais intenso no segmento de pessoas físicas (PF), contribuindo para a elevação do risco de crédito. Em contrapartida, a contribuição das despesas administrativas ficou praticamente estável, enquanto a participação da margem financeira e do grupo tributos e FGC apresentou redução.

Por componentes, a alta do ICC concentrou-se no crédito livre, mais sensível à elevação da Selic e ao aumento da inadimplência. Já o crédito direcionado manteve custos significativamente menores, sustentado por fontes de financiamento reguladas, reforçando a maior intensidade da transmissão da política monetária sobre as operações com recursos livres.

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