Em audiência pública na CAE do Senado Federal, presidente do BC destacou resiliência da atividade, papel da política monetária e ausência de risco sistêmico no caso Banco Master.

Convidado de audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, em Brasília, na última terça-feira (19/05), o presidente do Banco Central do Brasil, Gabriel Galípolo, afirmou que a política monetária segue em patamar restritivo para conduzir a inflação à meta, em um cenário de economia resiliente, mercado de trabalho aquecido e demanda ainda pressionando os preços.
Segundo ele, o país mantém baixo desemprego, crescimento da renda e atividade econômica resiliente, fatores que exigem manutenção de juros elevados para conter a inflação.
Galípolo observou ainda que o crescimento da economia brasileira segue fortemente apoiado no consumo.
Sobre o sistema financeiro, afirmou que o caso do Banco Master não representa risco sistêmico, diferentemente de episódios bancários observados no país nas décadas passadas, e destacou que a principal preocupação esteve relacionada ao uso dos recursos captados pela instituição. Informou ainda que o Banco Central instaurou auditorias e sindicâncias após identificar suspeitas, com afastamento de servidores e encaminhamento do caso às autoridades competentes.
O presidente do BC também defendeu maior investimento em tecnologia para fortalecer a supervisão do sistema financeiro.
Em relação à inclusão financeira, afirmou que o Pix ampliou o acesso da população ao sistema bancário e contribuiu para o crescimento do uso de cartões de crédito, afastando a ideia de concorrência entre os instrumentos.
Por fim, reiterou que o ambiente de inflação pressionada e atividade resiliente exige manutenção de uma política monetária restritiva para garantir a convergência da inflação à meta.
Leia a apresentação completa do presidente do BCB publicado no site oficial da autoridade moneária nacional: GG_PPT_CAE_19_05_26.pdf


