Em reunião à Comissão de Meios e Arranjos de Pagamento, a consultoria BIP destacou o crescimento do número de consentimentos, as soluções ITP ‘as a Service’ e a nova estrutura de governança do sistema financeiro aberto.

Em reunião realizada em 11 de dezembro de 2024, os membros da Comissão de Meios e Arranjos de Pagamento da ABBC tiveram acesso a uma apresentação da BIP sobre os avanços e próximos passos do roadmap do Open Finance no Brasil (OFB). A consultoria trouxe dados atualizados sobre o crescimento do modelo e os novos serviços em desenvolvimento no OFB.
De acordo com os números compartilhados, o volume de consentimentos únicos no sistema continua em expansão. Este indicador reflete a quantidade de autorizações concedidas pelos usuários para o compartilhamento de dados entre instituições financeiras. Para pessoas físicas e jurídicas, os números revelaram uma curva ascendente consistente, atingindo mais de 56 milhões de consentimentos. Este crescimento sublinha o avanço do Open Finance como uma ferramenta essencial para a democratização e inovação no setor financeiro.

A adesão às soluções de Iniciadores de Transações de Pagamentos foi outro ponto debatido. Até novembro de 2024, 45 conglomerados já haviam finalizado o onboarding e estavam habilitados para operarem como ITPs em produção, e haviam mais conglomerados se preparando para entrarem. Algumas das novas ITPs ofertam serviços para grandes empresas do setor de e-commerce no Brasil, o que pode permitir um crescimento da utilização do OFB como meio de pagamento no setor. Tal movimento reforça a competitividade e a adaptação do mercado brasileiro às dinâmicas globais de tecnologia financeira.


A governança do Open Finance também foi tema de discussão. Foram mencionadas responsabilidades, como a aprovação de contas, alterações de estatutos e monitoramento do desempenho dos participantes do sistema. A estrutura de governança prevê a atuação de representantes de associações relevantes, como ABBC, Febraban e outras entidades setoriais, além de conselheiros independentes, garantindo transparência e eficiência, conforme discriminado nos gráficos abaixo.


A apresentação da BIP ressaltou ainda o papel do Banco Central do Brasil como regulador estratégico na evolução do OFB. O órgão tem trabalhado na normatização e supervisão para garantir a segurança e integridade do sistema, promovendo a inclusão financeira de forma sustentável.
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