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Aperto finalizado…

O Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Meta Selic em 0,50 p.p., para 14,75% a.a..  Por causa da combinação do elevado grau de incerteza com o estágio avançado do ciclo de ajuste e as defasagens inerentes ao ciclo de aperto monetário em curso, o Copom assinalou a necessidade de que se tenha uma cautela adicional na atuação da política monetária e flexibilidade para incorporar os dados que impactem a dinâmica dos preços. Mesmo que não tenham sido sinalizados os próximos passos, o entendimento de que o balanço de riscos está menos assimétrico favoreceu a leitura de mercado de que o processo de aperto monetário tenha finalizado.

Dessa forma, a probabilidade da manutenção da Selic na reunião de junho no mercado de opções do Copom da B3 subiu de 52,5% no dia 02/05 para 57,0% em 09/05. Em linha, a projeção no Focus reduziu-se na semana de 15,00% a.a. para 14,75% a.a.. A flexibilização seria iniciada na 1ª reunião de 2026, com a taxa básica de juros reduzindo-se para 14,50% a.a., alcançando 12,50% a.a. ao final de 2026.

Com o aumento de 0,12 p.p. na semana, a taxa real de juros ex-ante era de 9,23% a.a., entrando ainda mais em território contracionista quando comparada à taxa neutra de 5,00% a.a. estimada pelo Banco Central (BC). Em linha com as projeções do Focus, a composição do IPCA manteve as preocupações com a dinâmica inflacionária, ao mostrar pressões sobre os componentes de serviços subjacentes e bens industriais, reforçando a hipótese de que os juros deverão se manter em patamar restritivo por um período prolongado.

Conforme amplamente esperado, o Federal Reserve (Fed) manteve a taxa dos Fed Funds inalterada entre 4,25% a.a. e 4,50% a.a., e sinalizou que os requisitos para uma eventual flexibilização da política monetária são elevados, e dependentes de um enfraquecimento mais consistente da atividade, sobretudo no mercado de trabalho. Como desdobramento, a probabilidade de manutenção dos juros em julho ampliou-se de 26,0% em 05/05 para 40,0% em 09/05. Para a semana, além da leitura da ata do Copom em busca dos próximos passos, as atenções se voltam nos indicadores de atividade como varejo e serviços em março, e o IGP-10 de maio. Na agenda externa, enfoque na inflação ao consumidor e ao produtor dos EUA, produção industrial, confiança do consumidor e expectativas de inflação, além da produção industrial e o PIB da Zona do Euro.

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