Com a recente elevação da inflação, alavancada por preços elevados do petróleo por mais tempo, as taxas de juros internacionais ampliaram-se de forma significativa. Como reflexo, a probabilidade de que haja um aumento de 0,25 p.p. na taxa dos Fed Funds entrou nas apostas. Em linha, o dólar ganhou força no mercado de câmbio internacional.
Agregando questões internas, o real depreciou-se mais do que seus pares. A curva de juros futuros apresentou uma elevação disseminada nos prêmios, ainda que o mercado de derivativos aponte como mais provável um corte de -0,25 p.p. em junho
Com alimentação e medicamentos contribuindo de forma significativa, a alta do IPCA reduziu-se de 0,88% em mar/26 para 0,67% em abril, acelerando de 4,14% a.a. para 4,39% a.a.. No Focus, a mediana das projeções para 2027 manteve-se em 4,00%. Considerando 5 quedas de -0,25 p.p., a Selic para o fechamento do ano aumentou de 13,00% a.a. para 13,25% a.a.
Apesar da alta de 1,3% no trimestre, a expansão do IBC-Br no acumulado em 12 meses (12m) desacelerou de 2,5% a.a. em dez/25 para 1,8% a.a. em março, deixando um carregamento estatístico de +1,1% para 2026. No trimestre, houve alta de 1,2% no varejo restrito (+1,3% no ampliado), enquanto serviços reduziu-se em -0,7%. Na semana, as atenções serão para o monitor do PIB, IGP-10 e relatório bimestral de receitas e despesas. No exterior, foco nas leituras preliminares dos PMIs, ata do Fed, inflação ao consumidor na Zona do Euro e confiança do consumidor dos EUA.