•Apregoando serenidade, a ata do Copom não trouxe muitas clarificações acerca do ritmo de calibração da política monetária. O BC reiterou a mudança relevante na dinâmica inflacionária com o conflito no Oriente Médio, notadamente a desancoragem adicional das expectativas.
•No Focus, as expectativas inflacionárias de longo prazo exibiram acomodação na margem. Por causa do choque de preços do petróleo, o IGP-DI saiu de uma deflação de -1,30% a.a. em mar/26 para um avanço de +0,78% a.a. em abril. De forma favorável, o índice de commodities em R$ cedeu -0,63% em abril, ficando estável em 12 meses (12m).
•A produção industrial de março veio acima do esperado, reforçando a hipótese de aceleração da atividade no 1T26. A expansão das vendas de veículos acumuladas em 12m acelerou de 10,2% a.a. em mar/26 para 11,7% a.a. em abril. O conflito no Oriente Médio tem favorecido os termos de troca na balança comercial, que exibiu um superávit de US$ 10,54 bilhões em abril (+37,5% em relação abr/25).
•Em sintonia com o Programa Desenrola, o percentual de famílias que se sentem endividadas atingiu 80,9% dos respondentes, novo recorde. Indicando o aperto das condições financeiras das famílias, os saques até abril na caderneta de poupança somam R$ -41,72 bilhões em 2026.
•Na agenda, atenções ao IPCA, que deve voltar a se aproximar do teto da meta e aos números do varejo e serviços, relevantes para avaliar o ritmo do PIB no 1T26. Nos EUA, o foco recai nos dados nos números da inflação ao consumidor e produtor.


