Associação Brasileira de Bancos levou a experiência do setor financeiro brasileiro com Drex, Pix, Open Finance e tokenização para debate global sobre CBDCs, interoperabilidade e inovação nos pagamentos internacionais

A ABBC participou, no dia 1º de junho de 2026, da Conferência de Alto Nível sobre o Desenvolvimento das Moedas Digitais de Bancos Centrais e as Aplicações Inovadoras Transfronteiriças entre a China e os Países de Língua Portuguesa, no Grand Lisboa Palace (GLP), em Macau (China). O encontro, organizado pela Autoridade Monetária de Macau, reuniu autoridades monetárias, bancos centrais, associações bancárias, instituições financeiras e representantes do mercado para discutir a evolução das moedas digitais de bancos centrais (CBDCs), e inovação em pagamentos internacionais.
A entidade foi representada pelo presidente do Conselho, Cassio von Gal, que participou do painel técnico sobre “o posicionamento, as oportunidades e os desafios das moedas digitais dos bancos centrais no novo quadro do sistema monetário internacional”.
Durante o debate, a ABBC levou ao cenário internacional a visão do setor financeiro brasileiro sobre a evolução das CBDCs e compartilhou a experiência do Brasil em iniciativas como Pix, Open Finance, tokenização de ativos e o piloto do Drex, projeto de moeda digital do Banco Central do Brasil. “As CBDCs têm o potencial de enfrentar muitas dessas limitações de longa data. Ao alavancar a infraestrutura digital e funcionalidades programáveis, elas podem permitir liquidações mais rápidas, reduzir custos e aumentar a eficiência das transações transfronteiriças”, afirmou Cassio von Gal.
A entidade também destacou a importância da interoperabilidade, da inovação regulatória e da cooperação entre setor público e privado para o avanço das infraestruturas financeiras digitais. Ao abordar os próximos passos para o desenvolvimento das moedas digitais, o presidente do Conselho da ABBC ressaltou que “o futuro das CBDCs e da tokenização não será definido apenas pela tecnologia, mas por sua capacidade de gerar valor econômico real — particularmente ao tornar os sistemas financeiros mais eficientes, mais seguros, mais integrados e mais aptos a apoiar investimentos e o comércio transfronteiriço”.
Além de Cassio, participaram deste painel-técnico: Lau Hang Kun, administradora do Conselho de Administração da Autoridade Monetária de Macau (mediadora); Lu Yuan, vice-diretora do Instituto de Estudos da Moeda Digital do Banco Popular da China; Chow Man Ching, diretor-adjunto da Autoridade Monetária de Hong Kong; Li Xin, diretora-geral do Centro de Negócios de Moeda Digital da Sede do Banco da China; Kang Wenjin, chefe do Departamento de Finanças e Economia Empresarial da Faculdade de Gestão de Empresas da Universidade de Macau; e Lu Qianjin, professor da Faculdade de Economia da Universidade Fudan.
A programação do evento ainda incluiu discursos de representantes do Banco Popular da China, do Banco de Portugal, da Autoridade Monetária de Macau e do Banco Central do Brasil. Entre os temas centrais estiveram os avanços do renminbi digital e o projeto internacional mBridge, voltado à construção de soluções para pagamentos transfronteiriços com moedas digitais.
Além da conferência principal, a agenda contou com encontros técnicos e debates sobre os impactos das CBDCs na integração financeira internacional, na eficiência dos pagamentos globais e na modernização das infraestruturas monetárias.


