• A despeito da revisão para cima nas projeções de inflação e da piora na dinâmica recente dos preços, a redução da taxa Selic em -0,25 p.p., para 14,25% a.a. era amplamente aguardada. Ao mesmo tempo, o Copom avaliou que o grau de restrição já acumulado permite trajetórias alternativas para a Selic compatíveis com a convergência da inflação à meta.
• O real desconforto nos agentes de mercado foi propiciado pela leitura de um alongamento prematuro do horizonte relevante, de modo que houve um aumento da inclinação da curva de juros futuros, com a taxa real de juros ex-ante de 1 ano subindo 0,04 p.p. para 10,08%, território fortemente contracionista.
• No Boletim Focus, com as expectativas inflacionárias apresentando deterioração adicional e aumentos consecutivos na projeção do crescimento do PIB em 2026, a estimativa do fechamento da Selic em 2026 aumentou de 13,75% a.a. para 14,00% a.a..
• Por sua vez, em sua comunicação da manutenção da taxa básica entre 3,50% a.a. e 3,75% a.a., o Federal Reserve (Fed) reforçou as apostas de uma alta em set/26., com a probabilidade de pelo menos uma elevação crescendo de 59,4% em 12/06 para 86,3% em 18/06.
• Na semana, a divulgação da ata do Copom e do RPM deverá ajudar a esclarecer os ruídos gerados pela comunicação do Copom. Dentre os indicadores, destaques para IPCA-15, setor externo e Pnad. Nos EUA, o foco estará no PCE, gastos pessoais, PMIs e leitura final do PIB do 1T26.


