•Dependentes de dados e da redução das incertezas, as decisões de política monetária dos bancos centrais não deverão trazer surpresas. O Copom prosseguirá em seu ritmo cuidadoso de calibragem da taxa de juros, enquanto o Fed e o BCE optarão pela manutenção.
•No mercado de opções, a possibilidade de corte de -0,25 p.p. na Selic cresceu de 78,0% em 17/04 para 86,3% em 24/04. Com a manutenção da taxa real de juros ex-ante em patamar altamente contracionista, o corte adicional de -0,25 p.p. para 14,50% a.a. e a continuidade do processo de calibração da taxa básica de juros não deverão alterar significativamente o cenário, de modo que a política monetária permanecerá em patamar fortemente restritivo.
•Com a alta dos preços do petróleo, as projeções para o IPCA pelo Boletim Focus apontam que a inflação deverá se manter acima do teto de 4,5% a.a. entre os meses de mai/26 e fev/27. Na semana, o boletim indicou uma ampliação na projeção para o IPCA de 2026 de 4,80% para 4,86%. Para os prazos mais longos o impacto foi menor, com aumento de 3,99% para 4,00% para 2027 e de 3,60% para 3,61% para 2028.
•Na agenda da semana, a divulgação do índice de preços de consumo pessoal (PCE) e do PIB do 1T26 poderão medir a temperatura dos impactos do conflito no Oriente Médio nos EUA. Localmente, as maiores atenções ficarão para o IPCA-15 de abril que deve vir pressionado. Ainda, serão disponibilizados, o IGP-M, as sondagens de confiança, emprego e as estatísticas fiscais.


