Evento reúne regulador, instituições financeiras e empresas de tecnologia para debater gestão de riscos, segurança digital e proteção das infraestruturas críticas do sistema financeiro; CEO da ABBC, Leandro Vilain, mediará painel sobre gestão de riscos em produtos digitais

O Banco Central do Brasil realizará em 1º de abril de 2026, em Brasília, o BC Cyber Resilience Fórum/26 – Provedores Críticos, encontro que reunirá regulador, instituições financeiras e empresas de tecnologia para discutir resiliência cibernética, gestão de riscos e proteção das infraestruturas críticas do Sistema Financeiro Nacional (SFN). O evento será realizado no Auditório Dênio Nogueira, em Brasília.
A abertura institucional será conduzida por diretores das áreas de Administração e Supervisão do Banco Central, que irão contextualizar o evento no ambiente regulatório atual e reforçar o papel estratégico dos prestadores de serviço na segurança do sistema financeiro. A proposta é alinhar expectativas sobre governança, responsabilidade compartilhada e supervisão entre regulador, instituições financeiras e fornecedores tecnológicos.
Na sequência, lideranças técnicas do Banco Central participam de painel sobre segurança cibernética como pilar da estabilidade operacional. Participam Caio Moreira, chefe do Departamento de Tecnologia da Informação (Deinf), e Aristides Cavalcante, chefe do Departamento de Supervisão de Gestão de Riscos e Resiliência Operacional (Degef). O debate abordará desafios recentes em segurança digital no sistema financeiro e as expectativas regulatórias em relação aos prestadores de serviços críticos.
Outro momento da programação será dedicado à análise de incidentes cibernéticos recentes e à evolução do arcabouço regulatório. Técnicos do Banco Central apresentarão as principais técnicas, táticas e procedimentos (TTPs) observados em ataques relevantes e detalharão mudanças trazidas pela Resolução BCB nº 538 de 2025 e pela Resolução CMN nº 5.274 de 2025, que atualizam normas relacionadas à gestão de riscos, segurança da informação e contratação de serviços relevantes no setor financeiro.
O evento também contará com um painel dedicado à inteligência contra ameaças e resposta a incidentes, reunindo especialistas das empresas Apura, Mandiant, Pacific Security e Tempest Security Intelligence. O debate abordará tendências de ataques no setor financeiro, riscos relacionados à cadeia de suprimentos e o uso de threat intelligence para prevenção e resposta a incidentes.
Participação da ABBC
A Associação Brasileira de Bancos também participa da programação. O CEO da entidade, Leandro Vilain, será o mediador do painel “Gestão de riscos de produtos do mercado financeiro”, que reunirá executivos de instituições como Itaú Unibanco, Nubank e XP.
O debate discutirá uma abordagem integrada de gestão de riscos ao longo do ciclo de vida de produtos digitais no sistema financeiro, considerando diferentes dimensões, como engenharia e confiabilidade dos sistemas, segurança cibernética, riscos da cadeia de suprimentos tecnológicos e ameaças associadas a ambientes operacionais cada vez mais complexos e interconectados.
Encerrando o evento, representantes de grandes empresas de tecnologia apresentarão processos, práticas e tecnologias voltadas à mitigação de riscos cibernéticos, com destaque para conceitos como Zero Trust, segurança de APIs, Secure by Design e DevSecOps, além da divisão de responsabilidades entre provedores de nuvem e instituições financeiras.
O fórum será concluído com a síntese das principais mensagens do encontro e o reforço da agenda de cooperação entre regulador, mercado e fornecedores tecnológicos para fortalecer a segurança e a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.


