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Real se descola dos seus pares

Mesmo com a prévia do PIB indicando uma atividade mais fraca nos EUA, a inflação acima da esperada e o mercado de trabalho ainda robusto levaram o mercado a uma redução nas apostas da queda na taxa dos Feds Funds em jun/26. Assim, a probabilidade de manutenção do atual patamar, entre 3,50% a.a. e 3,75% a.a. elevou-se de 31,4% em 13/02 para 46,5% em 20/02.
Alinhado à alta nos retornos das treasuries, o dólar ganhou força na semana. Mesmo com uma ligeira queda na sexta-feira, após a derrubada das tarifas de importações, o Dollar Index subiu 0,91% para os 97,80 pts. Na contramão de seus pares emergentes, o real apreciou-se em 0,92%, com o dólar alcançando a menor cotação desde mai/24. Além da elevação nos preços das commodities e pelo fluxo de entrada, este movimento esteve possivelmente ligado pela liquidação dos recursos provenientes do leilão de bonds recente.
Assim como os demais ativos locais, ocorreram na semana quedas nos prêmios de risco ao longo da curva futura de juros, de modo que no mercado de opções do Copom da B3, a probabilidade de um corte de -0,50 p.p. elevou-se de 75,8% em 13/02 para 78,0% em 19/02.
Com queda pela 7ª semana consecutiva, a projeção do IPCA de 2026 no Boletim Focus diminuiu de 3,95% em 13/02 para 3,91% em 20/02. Do lado da atividade, o índice de atividade do Banco Central – BC (IBC-Br) recuou -0,18% em dez/25, com acumulado em 12 meses (12m) desacelerando de 3,74% em 2024 para 2,45% em 2025 e deixando um carrego estatístico de apenas 0,05% para 2026. O resultado só não foi pior por conta da elevação de 13,05% a.a. na agropecuária.
Para esta semana, as atenções se voltam para os dados fiscais, do setor externo, do mercado de trabalho, IGP-M, IPCA-15 e as sondagens da FGV. No cenário externo, destaques para a confiança do consumidor, inflação ao produtor e estoques no atacado nos EUA, e a inflação e a confiança do consumidor na Zona do Euro.

  • Comportamento_semanal_de_mercado_20260220.pdf
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