O mercado de trabalho continua surpreendendo positivamente, com o Caged reportando a criação líquida de 85,86 mil postos de trabalho em novembro, a taxa de desemprego na PNAD renovando a sua mínima histórica em 5,2% no trimestre findo em novembro e a manutenção do crescimento da renda.
Com isso, o mercado de opções do Copom na B3 aumentou a probabilidade de manutenção da taxa Selic na reunião de jan/26 de 66,0% em 26/12/25 para 72,0% em 02/01/26. Da mesma forma, a projeção do Boletim Focus indica o início dos cortes na taxa de juros para mar/26, com uma redução de -0,50 p.p..
Entretanto, com a redução do prêmio de risco dos ativos domésticos, houve na semana redução na taxa futura de juros, levando a taxa real de juros ex-ante a recuar -0,07 p.p. para 9,33% a.a., permanecendo em patamar contracionista, quando comparado com a taxa neutra estimada pelo Banco Central (BC) de 5,00% a.a.. Ademais, após uma forte pressão contrária no início do mês, o real se apreciou 2,14% na semana, com o dólar fechando cotado a R$ 5,43.
Em 2025, o real apreciou-se em 10,98%, o Ibovespa registrou ganho de 33,95%, o CDS de 5 anos caiu -77,92 bps. e a taxa real de juros ex-ante de 1 ano recuou -0,49 p.p..
Foram observados fortes desempenhos nas principais bolsas internacionais, na mesma base comparativa, alavancadas principalmente pelo setor de tecnologia e inteligência artificial, com destaques para as altas de: 20,36% na Nasdaq; 16,39% na S&P 500; 23,01% no DAX 40; 21,51% no FTSE 100; e de 26,18% no Nikkei 225.
A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Fomc), do Federal Reserve (Fed), indicou uma divisão entre os seus membros quanto à evolução da taxa de juros. Ademais, o presidente do Fed assinalou que a redução foi suficiente para proteger a economia contra uma deterioração mais séria no mercado de trabalho.
Para 2026, as projeções do Fed apontam para uma redução de -0,50 p.p. no ano, enquanto na ferramenta FedWatch, a probabilidade deste corte em 2026 aumentou de 31,6% em 26/12/25 para 31,8% em 02/01/26.
Para esta semana, destaques para as divulgações do IPCA de dezembro, que deverá trazer mais sinais quanto aos próximos passos do BC, assim como do IGP-DI e a produção industrial. No exterior, foco nas divulgações do Payroll, confiança do consumidor e os pedidos de bens duráveis nos EUA, inflação ao consumidor e PMI composto na Zona do Euro, e para a inflação ao consumidor e ao produtor na China.