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Amarras liberadas

•Embora não tenha precisado o horizonte para o início do ciclo de flexibilização monetária, ao liberar algumas amarras para esse movimento, o Comitê de Política Monetária (Copom) ratificou a leitura de que esse movimento esteja próximo, com a data dependendo da evolução futura dos dados.

•O cenário para a inflação continuou melhorando. No Relatório de Política Monetária (RPM), a inflação do trimestre encerrado em nov/25 ficou -0,32 p.p. abaixo do esperado na projeção anterior, com surpresa positiva na alimentação no domicílio e, em menor magnitude, em bens industriais e serviços.

•O IGP-10 fechou 2025 com uma deflação de -0,76% (6,61% em 2024), favorecido pelas boas safras e a quedas nos preços das commodities. Nas expectativas do Boletim Focus, a inflação suavizada para 12 meses (12m) à frente recuou de 4,04% em 12/12 para 3,99% em 19/12 (4,95% em 31/12/2024) e a de 2026 de 4,10% para 4,06% (4,02% em 31/12/2024).

•Com uma leitura conservadora da Ata, o Focus manteve a expectativa de que o início da distensão monetária só ocorra em mar/26, com 1 corte de -0,50 p.p. na Selic. Já as apostas na manutenção da taxa Selic na reunião de jan/26 no mercado de opções da B3 subiram consideravelmente, com a probabilidade aumentando de 49,0% em 12/12 para 65,0% em 18/12.

•Alimentando-se da afirmação do Federal Reserve (Fed) de que a taxa de juros está próxima do nível neutro, a ferramenta FedWatch indicou que a probabilidade de que a taxa dos Fed Funds permaneça entre 3,50% a.a. e 3,75% a.a. na reunião de janeiro elevou-se de 75,6% em 12/12 para 77,9% em 19/12.

•Reagindo à elevação dos prêmios de risco na curva futura de juros, a taxa real de juros ex-ante de 1 ano fechou em 9,47% a.a., o que representou uma elevação de 0,14 p.p. na semana, patamar fortemente contracionista.

•Agregando-se o fluxo cambial negativo ao risco, o real apresentou um desempenho bem inferior aos seus pares, depreciando-se em 2,31% na semana, com o dólar fechando cotado a R$ 5,54 (+10,26% no ano).

•O Monitor do PIB-FGV apontou uma contração de -0,3% na margem em outubro, com a taxa acumulada em 12m desacelerando de 2,5% a.a. em set/25 para 2,3% a.a. em outubro (3,5% a.a. em dez/24).

•Surpreendendo no trimestre, os Investimentos Diretos no País (IDP) acumulados no ano foram de US$ 84,16 bilhões, superando a projeção de US$ 75 bilhões do Banco Central (BC) para 2025. Dessa forma, o saldo foi capaz de cobrir integralmente, pelo 2º mês consecutivo, o déficit nas contas externas.

•Na agenda de indicadores, atenções ao IPCA-15, arrecadação federal e as sondagens de confiança da FGV. No front externo, serão divulgados nos EUA o PIB, produção industrial e confiança do consumidor.

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