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Apostas sugerem corte em janeiro

•Os números relativos ao PIB do 3T25 ratificaram a moderação da atividade econômica, em linha com os efeitos desejados pela política monetária contracionista. Com uma forte desaceleração do consumo privado, a expansão acumulada em 4 trimestres recuou de 3,3% para 2,7%.

•Mesmo com esse movimento, houve elevação nas estimativas do Boletim Focus para a expansão do PIB: de 2,16% para 2,25% em 2025 (2,16% há 4 semanas) e de 1,78% para 1,80% (1,78% há 4 semanas) para 2026.

•Em linha, a expansão do acumulado de 12 meses (12m) da produção industrial desacelerou de 1,5% a.a. em set/25 para 0,6% a.a. em outubro, com um carrego estatístico de 1,1% para 2025 (3,1% em 2024).

•O cenário para inflação continuou melhorando, com a inflação pelo IGP-DI diminuindo de 0,73% a.a. em out/25 para -0,44% a.a. em novembro (6,62% a.a. em nov/24) e a deflação do índice de commodities em reais (IC-Br) elevou-se de -0,74% a.a. em out/25 para -7,37% a.a.  em novembro (+25,21% a.a. em nov/24).

•Pelo lado das perspectivas, a queda nas expectativas inflacionárias permanece, com a inflação suavizada para 12m à frente diminuindo de 4,10% para 4,05%, a de 2026 de 4,17% para 4,16% e no horizonte para a política monetária (2T27) de 3,92% para 3,90%.

•Tendo a manutenção da Selic em 15,0% a.a. na reunião do Copom desta semana, a desaceleração da atividade ratificou as apostas no mercado de opções do Copom da B3, com um aumento na probabilidade de redução de -0,25 p.p. em janeiro de 36,50% em 28/11 para 41,50% em 04/12 (24,0% em 07/11).

•Com a probabilidade de um corte de -0,25 p.p. na última reunião do ano do Federal Reserve (Fed) saindo de 86,4% em 28/11 para 86,2% em 05/12, o Dollar Index recuou -0,47% na semana para 98,99 pts..

•Apresentando um desempenho consideravelmente inferior à média de seus pares emergentes, e em linha com o aumento no prêmio de riscos dos ativos locais, o real se depreciou 2,17% na semana, com o dólar encerrando cotado a R$ 5,45 (apreciação de 11,77% no ano). Na agenda, além das decisões do Copom e do Fed sobre política monetária, as atenções se voltam para o IPCA de novembro e os indicadores de atividade de varejo e serviços de outubro, devendo reforçar o cenário de continuidade do processo de desinflação e de desaceleração econômica. No front externo enfoque na balança comercial e inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) da China.

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