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Desaceleração mais evidente

Refletindo os efeitos da política monetária contracionista, a atividade mostrou sinais mais consistente de desaceleração, com o PIB crescendo 2,2% em relação ao 2T24, após a expansão de 2,9% no 1T25. Além da dissipação dos impactos positivos da safra, a perda de dinamismo se mostrou mais clara em segmentos mais cíclicos e sensíveis aos juros, como a indústria, construção e investimentos, enquanto o consumo das famílias e os serviços mostraram maior resiliência. No Boletim Focus, as projeções para a expansão do PIB reduziram-se de 2,19% em 29/08 para 2,16% em 05/09 para 2025 e de 1,87% para 1,85% para 2026.

Corroborando a perda de ímpeto da economia, a produção industrial contraiu -0,2% em julho, após estabilidade em jun/25, deixando um carregamento estatístico de -0,4% para o 3T25 (-0,3% para a manufatura e estabilidade para a extrativa mineral). A taxa acumulada em 12 meses (12m) desacelerou de 2,4% a.a. em jun/25 para 1,9% a.a. em julho, deixando um carrego de 0,8% para 2025.

O saldo da caderneta de poupança apresentou um resultado líquido de R$ -7,6 bilhões em agosto, após uma saída líquida de R$ -6,3 bilhões em jul/25, perdendo espaço para outros instrumentos financeiros de renda fixa relativamente mais atrativos. Nas contas externas, o superávit da balança comercial recuou na margem para US$ 6,1 bilhões em agosto, acumulando um saldo de US$ 63,4 bilhões em 12m (-29,7% a.a.). No mês, houve uma piora nos termos de troca, com o preço das exportações cedendo – 3,5% a.a. e o preço das importações subindo 0,4% a.a..

No campo inflacionário, após 3 meses seguidos de deflação, o IGP-DI mostrou alta de 0,20% em agosto, com a taxa anualizada elevando-se ligeiramente de 2,91% a.a. em jul/25 para 3,00%. Com o quadro favorável para os preços, o índice de commodities do BC (IC-Br) caiu pelo 7º mês consecutivo, saindo de –0,54% em jul/25 para -0,52% em agosto, acumulando uma alta de 5,84% a.a..

No cenário internacional, o enfraquecimento do mercado de trabalho dos EUA em agosto, refletido nos números do payroll e do relatório ADP, reforçou a perspectiva de um orçamento maior nos cortes na taxa dos Fed Funds, com reduções de até 75 pb em 2025.

Para a semana que se adentra, as atenções voltam-se para o resultado do IPCA de agosto, que deve mostrar deflação no mês, refletindo o bônus de Itaipu nas contas de energia elétrica e a redução nos preços dos alimentos do domicílio. Na atividade, destaque para as vendas no varejo e serviços de julho. No front externo, enfoque na inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) dos EUA, além dos estoques no atacado e na confiança e crédito ao consumidor. O Banco Central Europeu (BCE) deverá manter as taxas de juros inalteradas, após o ciclo de reduções levar as taxas de depósitos de 4,0% para 2,0% a.a.. Na China, as atenções recaem ao CPI , PPI e balança comercial de agosto.

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