A Comissão de Meios e Arranjos de Pagamento da ABBC recebeu, em julho, uma apresentação da Consultoria BIP com as atualizações mais recentes sobre o avanço do Open Finance. A reunião trouxe dados do mês de maio e destacou marcos relevantes do período, como o aumento expressivo dos consentimentos ativos, a entrada de novas instituições na jornada sem redirecionamento e o início do enquadramento definitivo do Índice de Qualidade de Dados (IQD).
Segundo a BIP, o número de consentimentos totais ativos alcançou 85,6 milhões em maio, representando um crescimento de 9,46% em relação ao mês anterior. Já os consentimentos únicos ativos somaram 56 milhões, sendo 55,4 milhões de pessoas físicas e 644 mil de pessoas jurídicas, com crescimento de 7,69% comparado a abril.
O volume de chamadas de APIs de dados de investimento também avançou, atingindo 3,2 bilhões em maio. A principal API consumida segue sendo a de renda fixa bancária, que representa 74% das chamadas, seguida pela de renda variável (12%). A concentração de chamadas permanece alta: as três principais instituições receptoras respondem por mais de 60% do total.
No campo dos pagamentos, o número de ITPs aptas chegou a 54, incluindo ITPs as a service. As chamadas à API de Pagamentos totalizaram 2,6 milhões no período, enquanto as chamadas à API de Pagamentos Automáticos atingiram 1,1 milhão. Ainda na API de Pagamento Automáticos, o destaque ficou por conta da concentração: duas instituições representam 87% das iniciações de pagamento.
Também foi reportado o avanço da jornada sem redirecionamento, com 1,3 milhão de vínculos ativos. A principal instituição detentora de conta nessa modalidade representa 31,7%, enquanto o principal iniciador corresponde a 99,81% do total – evidenciando a concentração de mercado neste novo modelo de experiência do usuário.
Na parte regulatória, foi destacada a entrada em vigor, em 1º de julho, da obrigatoriedade de entrada de instituições com mais de 5 milhões de clientes no Compartilhamento de Dados. O onboarding está sendo conduzido por níveis (de G1 a G5), com conclusão prevista até 29 de agosto. Outro ponto importante foi o início da fase definitiva do enquadramento do IQD, que agora exige que as instituições mantenham um índice mínimo de 95% de qualidade de dados, conforme estabelecido pelo Banco Central.
Por fim, foram apresentadas atualizações sobre as discussões em Grupos Técnicos (GTs), como a redução escalonada da validade dos certificados digitais, o uso exclusivo da PCM como fonte central de dados, e os ajustes nas jornadas com alçadas múltiplas para pessoas jurídicas.


