Skip to content

Moderação incipiente

Ainda que tenha uma duração de 90 dias, o acordo entre os EUA e China foi encarado como positivo para as expectativas relativas à atividade econômica internacional e, como consequência, no apetite ao risco. Assim, houve ganho expressivo nas principais bolsas, com o Ibovespa subindo 1,96% na semana, atingindo 139 mil pts., o novo pico histórico.

Todavia, diante da crescente preocupação com a dívida pública dos EUA, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou a nota de crédito do país de “Aaa” para “Aa1”. Em linha, o retorno de 10 anos subiu de 4,37% a.a. em 09/05 para 4,43% a.a. em 16/05. Contribuiu também para esse movimento a deterioração nas expectativas de inflação no curto e médio prazo e a perspectiva menos otimista para o início da flexibilização monetária. Assim, o dólar fortaleceu-se frente ao indicador das moedas dos países desenvolvidos.

A leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) fortaleceu a percepção de que o ciclo de aperto monetário possa ter sido finalizado, embora os efeitos da política restritiva na moderação da atividade econômica sejam incipientes e os indicadores de inflação sejam inconsistentes em relação à meta. No mercado de opções da B3, a probabilidade de manutenção dos juros na reunião de junho era de 62,0% em 16/05.

Ao longo da semana, os dados de atividade dos setores de serviços e de varejo do 1T25 ratificaram o sentimento de um maior dinamismo do que se aguardava. Nessa linha, o índice de atividade econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,80% em março, bem acima das projeções. A taxa acumulada em 12 meses (12m) acelerou de 3,81% a.a. em dez/24 para 4,17% a.a., deixando um carrego estatístico de 3,02% para 2025.

Para a semana que se adentra, as atenções estarão voltadas ao Relatório de Receitas e Despesas do 2º Bimestre, que atualizará a necessidade de bloqueios e contingenciamentos no orçamento para o cumprimento da meta fiscal do ano e para o monitor do PIB da FGV. No front externo, destaques para os indicadores do setor imobiliário e o PMI manufatura e serviços dos EUA. Na Zona do Euro, além do PMI, serão divulgados a confiança do consumidor e o CPI e na China, vendas no varejo e produção industrial.

Sim 0
não 0

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *