Em meio à mudança abrupta, o cenário econômico tornou-se bem mais adverso, com forte deterioração nas expectativas de inflação, elevação nos preços do petróleo e aperto monetário nas principais economias. Nesse contexto, é muito provável que a taxa Selic seja mantida em 13,75% a.a., interrompendo a calibragem da política monetária pelo menos até que se tenha uma maior clareza do cenário.
Após o resultado eleitoral, no mercado de opções digitais da B3, a probabilidade de uma queda de -0,25 p.p. na Selic diminuiu de 76,0% em 23/10 para 29,0% em 30/10. Por outro lado, o Boletim Focus manteve a expectativa de um corte adicional de -0,25 p.p., com o indicador fechando 2026 em 13,50% a.a..
A reprecificação dos prêmios de risco se traduziu em uma significativa alteração nas variáveis do Boletim Focus, com desancoragem adicional nas expectativas inflacionárias, elevação na taxa de câmbio, uma trajetória mais conservadora para Selic e redução no crescimento econômico. Na semana, o Ibovespa recuou -18,12%, o dólar avançou 9,21%, cotado a R$ 5,44, e a taxa do DI para 2 anos cresceu 2,22 p.p. para 14,89% a.a..
Na agenda, atenções ainda para a produção industrial, balança comercial e os dados do Caged. No cenário externo, os destaques são: payroll, PMI manufatura e serviços e confiança do consumidor dos EUA; vendas no varejo e inflação ao consumidor e ao produtor na Zona do Euro.


