O Copom deu continuidade ao processo de calibração da política monetária, reduzindo a Selic em -0,25 p.p. para 13,75% a.a. e reiterando que o cenário segue permeado por elevada incerteza, o que ainda demanda a manutenção da taxa de juros em patamar restritivo.
Apesar de que não haja sinalização explicita dos próximos passos pelo Copom, o Boletim Focus acompanhou o movimento do mercado de opção da B3, projetando uma queda adicional de -0,25 p.p. da taxa Selic para fechar o ano em 13,50% a.a.. Entretanto, o futuro do ciclo de calibração estará condicionado ao comportamento das variáveis que compõem o balanço de riscos para a inflação.
A atividade apresentou novos sinais de enfraquecimento no início do 3T26. O índice de atividade econômica do BC (IBC-Br) e o Monitor do PIB-FGV recuaram, respectivamente, -0,2% e -0,4% em julho, enquanto o varejo restrito caiu -0,8%, refletindo fundamentalmente a queda nos bens duráveis.
O Fed elevou os Fed Funds em 0,25 p.p. para o intervalo de 3,75% a 4,00% a.a.. A alta foi motivada pela velocidade inadequada de convergência à meta da inflação e pelo fato de que as condições financeiras não seriam consideradas restritivas. Na agenda da semana, a ata do Copom e o Relatório de Política Monetária devem trazer detalhes adicionais sobre a avaliação do BC e a condução da política monetária. Destaque adicional para o IPCA-15 de setembro, que deve refletir a reversão do efeito do Bônus de Itaipu e a pressão dos alimentos, após a deflação registrada em agosto.


