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Alta nos Fed Funds e queda na Selic

•O comportamento da inflação e a escalada no preço do petróleo reforçam a perspectiva de endurecimento da política monetária nos EUA. As apostas no mercado praticamente selaram a alta nesta semana de 0,25 p.p. nos Fed Funds.

•Já por aqui, com deflação de -0,32% em agosto, a inflação pelo IPCA reduziu-se de 4,44% a.a. em jul/26 para 4,22% a.a.. O volume de serviços ficou estável em julho, desacelerando de 2,9% a.a. em dez/25 para 2,4% a.a.. O sentimento de elevado endividamento das famílias segue limitando a demanda, com o percentual de endividados atingindo 82,0% em agosto, maior nível da série. Já a inadimplência subiu de 29,4% em dez/25 para 29,9% e os saques líquidos da poupança em 2026 somaram R$ – 57,1 bilhões (-10,0% em relação a 2025).

•Apesar do alívio na inflação e da desaceleração adicional da atividade, manifestada no Boletim Focus, propiciarem espaço para a redução da Selic em -0,25 p.p., são incapazes de reduzir a desancoragem das expectativas inflacionárias que passam cada vez mais a incorporar o impacto do El Niño nos preços dos alimentos, com os índices de commodities e o de preços de atacado já materializando esse risco.

•Na agenda, além das reuniões do Copom e do Fed, destaques para as vendas no varejo e IBC-Br e nos EUA, para a produção industrial e o varejo.

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