A leitura de que o aumento no volume de recompras de títulos pelo Tesouro dos EUA tenha sido uma intervenção para conter a alta na taxa de juros de longo prazo acrescentou volatilidade aos preços dos ativos financeiros. Porém, com as incertezas com às contas públicas, os rendimentos das treasuries mantiveram-se em níveis elevados na semana, subindo 0,02 p.p. para 5,27% a.a. no T-Bond de 30 anos.
O movimento foi ainda alavancado pelo recrudescimento das tensões no golfo Pérsico, com uma alta de 6,63% no preço do barril de petróleo. A combinação desses fatores enfraqueceu o dólar no mercado de câmbio internacional.
Os ativos locais apresentaram recuperação, com queda nos prêmios de risco e redução de -0,22 p.p. na taxa real de juros ex-ante de 1 ano (9,00% a.a.), apreciação de 1,59% do real (R$/US$ 5,14) e alta de 2,45% no Ibovespa, para 171 mil pts..
Com o monitor do PIB da FGV registrando queda mensal de -1,1% em junho, a inflação medida pelo IGP-10 recuando -0,53% em agosto e pelo ICF a intenção de consumo voltando a recuar no mês, ao menor nível desde mar/26, o mercado de opções do Copom manteve a aposta de mais um corte de -0,25 p.p. na reunião de setembro.
Para esta semana, destaques para as divulgações do IGP-M e IPCA-15, com foco nas medidas qualitativas, estatísticas fiscais e do setor externo, além do PIB e PCE nos EUA.


