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Com 12 bilhões de chamadas semanais, Open Finance exige nova abordagem para qualidade dos dados

CEO da ABBC defende avanço imediato no uso de Inteligência Artificial para garantir a qualidade das informações e evitar que eventuais problemas cheguem aos clientes

Eduarda Davidovic (diretora de Inovação e Tecnologia Bancária da Febraban), Heitor Bernardes (diretor Tech do Bradesco), Ricardo Morishita (secretário nacional do Consumidor), Patricia Sousa (diretora de Plataformas Digitais e líder de Produtos de Cartões Comerciais do Citi), e Leandro Vilain (CEO da ABBC) participaram do painel “Consentimento e valor, o novo contrato com o cliente” (foto: Divulgação/FEBRABAN)

Durante sua participação na Febraban Tech 2026, o CEO da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), Leandro Vilain, destacou a necessidade de uma nova abordagem para o tratamento e a qualidade dos dados no ecossistema do Open Finance. Segundo o executivo, o avanço do sistema, que já alcança a marca de até 12 bilhões de chamadas de API por semana, exige o uso de tecnologias capazes de acompanhar esse volume de informações.

Vilain participou do painel ao lado de Eduarda Davidovic, diretora de Inovação e Tecnologia Bancária da Febraban; Heitor Bernardes, diretor Tech do Bradesco; Patricia Sousa, diretora de Plataformas Digitais e líder de Produtos de Cartões Comerciais do Citi; e Ricardo Morishita, secretário nacional do Consumidor.

O CEO da ABBC, Leandro Vilain, debateu o novo contrato com o cliente em um contexto marcado por dados, transparência e clareza de propósito (foto: Divulgação/FEBRABAN)

Para o CEO da ABBC, não é mais possível administrar a escala atual do Open Finance por meio de processos tradicionais. O executivo destacou que algumas instituições financeiras já começam a utilizar Inteligência Artificial (IA) para apoiar a validação e o monitoramento da qualidade dos dados.

Vilain ressaltou ainda que o setor debate esse desafio há cerca de um ano e que não é possível permanecer indefinidamente na discussão sem avançar para soluções concretas. Para ele, o momento de agir é agora, antes que eventuais problemas relacionados à qualidade dos dados possam chegar aos clientes.

“A qualidade de dados é um desafio como um todo no sistema financeiro. Temos dois ângulos fundamentais para o uso de dados: o primeiro é utilizá-los para gerar resultados; o segundo, de monitoramento de entrada, é responder à pergunta: a informação que chega é de qualidade?”, ressaltou o CEO.

O executivo também destacou a preocupação com o fluxo de dados dentro do ecossistema de Open Finance. À medida que mais informações circulam entre diferentes instituições e participantes, garantir que esses dados sejam completos, consistentes e confiáveis se torna fundamental para a evolução do sistema.

Para a ABBC, a qualidade dos dados é uma condição essencial para que o Open Finance possa avançar de forma segura e eficiente. Nesse cenário, a IA ganha espaço não apenas na criação de novos produtos e serviços, mas também no tratamento, na validação e no monitoramento das informações que sustentam o funcionamento do sistema financeiro.

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