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Diretor de Inovação e Serviços da Associação, Euricion Murari, defendeu a criação de “pontes” entre instituições financeiras para evitar a fragmentação do mercado digital

Euricion Murari, diretor de Inovação e Serviços da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), participou nesta segunda-feira (24) do painel “Cases reais, ganhos com a tokenização e o que vem pela frente”, durante a Febraban Tech 2026. Em sua apresentação, o executivo destacou os avanços da Rede ABBC, infraestrutura compartilhada voltada à emissão, ao registro e à gestão de ativos financeiros tokenizados.

Glauber Ferreira (diretor de Risco e Controladoria na Banco de Ribeirão Preto), Paulo Sangali (head de ativos digitais da Núclea), e Euricion Murari (diretor de Inovação e Serviços da ABBC) participaram do painel “Cases reais, ganhos com a tokenização e o que vem pela frente” (foto: Divulgação/Núclea)

A tokenização é o processo de transformar ativos ou instrumentos financeiros tradicionais em representações digitais que podem ser registradas e movimentadas em uma infraestrutura tecnológica. Na prática, a tecnologia pode tornar as operações mais integradas e automatizadas, além de facilitar a conexão entre diferentes participantes do mercado.

A iniciativa da ABBC também é resultado da experiência adquirida pelo Consórcio ABBC no projeto-piloto do Drex, do Banco Central. A participação no projeto permitiu às instituições testar aplicações da tecnologia de registro distribuído e compreender, na prática, os desafios de integração entre diferentes instituições e sistemas.

Um dos resultados dessa experiência é a Cédula de Crédito Bancário Tokenizada (CCBt), primeiro produto da Rede ABBC. A CCB é um instrumento tradicional utilizado pelos bancos para formalizar operações de crédito. Na versão tokenizada, passa a contar com uma representação digital que permite integrar e automatizar etapas de sua emissão, registro e gestão. Nesse modelo, a Núclea atua como uma registradora integrada à Rede ABBC, contribuindo para a conexão da infraestrutura com o ambiente de registro.

Anunciada em maio deste ano, a Rede ABBC está atualmente em fase de produção assistida. A proposta é criar uma infraestrutura compartilhada para que diferentes instituições possam trabalhar com ativos tokenizados de forma padronizada e conectada.

Durante o painel, Murari destacou que o principal desafio é evitar a criação de ambientes isolados. “A mensagem final, olhando o ecossistema de inovação, é que não podemos criar ‘ilhas digitais’. O que precisamos é criar pontes, e é isso o que estamos construindo. O desafio é como criar essas conexões mantendo uma governança sólida. Mas, aos poucos, estamos conseguindo provar que é possível.”

Euricion Murari, diretor de Inovação e Serviços da ABBC, apresentou os avanços da Rede ABBC e destacou a importância da integração entre instituições durante o evento (foto: Divulgação/Núclea)

Para a ABBC, a evolução da tokenização depende não apenas da tecnologia, mas também de interoperabilidade e governança. A experiência no Drex e o desenvolvimento da CCBt representam, nesse sentido, um avanço da experimentação para aplicações concretas no mercado financeiro.

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