•O recrudescimento das tensões no Oriente Médio pressionou as cotações do petróleo, que chegaram a superar US$ 100 o barril, maior patamar desde maio, reacendendo as preocupações com as trajetórias inflacionárias.
•Em meio ao choque global de energia, o Banco Central Europeu (BCE) manteve as taxas de juros de referência, embora alguns membros não tenham descartado novas elevações caso as pressões inflacionárias persistam. Nos EUA, a ferramenta FedWatch indicou que a probabilidade de os juros encerrarem 2026 entre 4,00% e 4,25% a.a. (2 aumentos de 0,25 p.p.) subiu na semana de 28,2% para 38,7%. Neste contexto, o retorno da Treasury de 10 anos avançou 0,14 p.p. para 4,69% a.a..
•No cenário doméstico, a redução de R$ -2,9 bilhões nas projeções para as despesas obrigatórias sujeitas ao limite de gastos permitiu ao governo federal reduzir os bloqueios orçamentários de 2026 em R$ -5,7 bilhões, para R$ -17,9 bilhões. Pelo lado da atividade, o Monitor do PIB FGV voltou a indicar perda de fôlego no 2T26, com o indicador acumulado em 12m desacelerando de 2,0% em abr/26 para 1,7% em maio.
•Na agenda da semana, destacam-se as divulgações do IPCA-15, emprego (Pnad e Caged), IGP-M e estatísticas fiscais. No exterior, a expectativa é de manutenção de juros pelo Fed, além da divulgação do PCE, renda e gastos pessoais, PIB e confiança do consumidor, entre outros indicadores.


