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ABBC analisa os impactos do cenário internacional sobre a economia brasileira em entrevista à GloboNews

Para Everton Gonçalves, diretor de Economia, Regulação e Produtos da entidade, a alta do petróleo e as novas tarifas dos Estados Unidos exigem cautela diante dos riscos para a inflação, os juros e o câmbio.

Everton Gonçalves, diretor de Economia, Regulação e Produtos da ABBC, em entrevista ao programa Globonews Em Ponto (Imagem: reprodução do vídeo)

Em entrevista à Globonews na manhã do dia 22 de julho, o diretor de Economia, Regulação e Produtos da ABBC, Everton Gonçalves, analisou os impactos da alta do petróleo e da entrada em vigor da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Durante a entrevista, Everton comentou os reflexos do cenário internacional sobre o câmbio, a inflação, os juros e a atividade econômica no Brasil.

Ao abordar a valorização do petróleo, Everton explicou que, por ser exportador da commodity, o Brasil tende a sentir efeitos positivos no curto prazo, o que ajuda a sustentar o desempenho do real frente ao dólar. Segundo ele, esse movimento, porém, deve ser analisado em conjunto com outros fatores, já que a elevação dos preços do petróleo também aumenta as pressões inflacionárias em nível global.

Na avaliação do diretor, o avanço da inflação mundial pode levar bancos centrais, como o Federal Reserve, nos Estados Unidos, e o Banco Central Europeu, a manter ou elevar as taxas de juros. Esse cenário tende a influenciar o fluxo internacional de capitais, afetando o câmbio e aumentando a volatilidade para economias emergentes, como a brasileira. Embora o impacto imediato seja limitado, Everton ressaltou que os riscos para a cotação do dólar e para a economia devem permanecer no radar dos agentes de mercado.

Outro tema abordado foi o início da cobrança da tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. Para Everton, a postura cautelosa adotada pelo governo brasileiro é adequada diante das incertezas sobre a extensão das medidas, já que novos setores ainda podem ser afetados. Segundo ele, evitar uma resposta precipitada contribui para reduzir a volatilidade e minimizar impactos sobre segmentos que ainda não foram atingidos pelas novas tarifas.

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